Inteligência tática de Pato fez a diferença no São Paulo, que rende mais no 4-4-2 de Muricy

por Leonardo Miranda

Fonte Blog Painel Tático
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
O São Paulo vive um dilema desde o ano passado: manter o 4-4-2 que deu certo com Michel na função de Kaká ou adaptar o sistema em outro esquema?
Se no clássico o 4-3-1-2 foi mal, a volta do 4-4-2 em duas linhas contra o Audax e nos 4x0 contra o Danubio deu certo. Quais motivos explicam o bom desempenho nesse desenho com 2 volantes, 2 wingers e 2 atacantes?
O primeiro é Alexandre Pato, autor de dois gols no Morumbi. Mais do que a técnica com a bola nos pés, foi sua movimentação e leitura tática que permitiu ao jogador os gols e bons lances.
Muricy já havia percebido que Pato ele não rende pelo lado ou entre os zagueiros. Ele é um segundo atacante que explora espaços entrelinhas. Só ver a imagem: no primeiro gol, Michel abre o corredor para Reinaldo apoiar. Pato, vendo esse lance, se movimenta de forma a procurar um espaço desmarcado (em vermelho) para receber e fazer um golaço!

O mérito foi só dele? Ganso entrou na área, Reinaldo dribou e Michel iniciou a jogada. A boa partida do São Paulo aconteceu por uma atuação coletivamente boa, com movimentos e jogadas trabalhadas em treinos. O time ficou mais de 60% com a posse, trocando passes curtos e procurando o gol. Muricy sempre deixou claro: quer um time ofensivo.

A inteligência de Pato novamente deu as caras no segundo gol. Michel e Ganso se aproximaram e fizeram a jogada para Bruno apoiar, livre e com tempo pra caprichar. Pato viu, leu o jogo e, ao invés de correr em direção ao gol, parou num espaço vazio, entre a linha de defesa e ataque do Danubio. Assim podia receber e cabecear para fazer 2x0.

No futebol atual um jogador passa 87 minutos sem a bola. O que ele faz nesse tempo é muito mais importante que os outros 3 minutos com ela. Por isso inteligência tática, "jogar com a cabeça ao invés de somente os pés" é fundamental no futebol moderno.
Assim como Pato, o São Paulo tem um sistema moderno e ofensivo. Na saída de bola é possível ver Denílson fazendo a saída de 3, Ganso e Souza próximos e laterais como pontas. Mecanismo criado por Ricardo La Volpe, adotado por Guardiola e prática comum de Muricy Ramalho.

Ainda deu tempo para outros 2 gols, mas o que a boa atuação deixa como legado é que o 4-4-2 (que não é o famoso 4-2-2-2 clássico) rende muito mais no São Paulo. Que tal manter para classificar no difícil grupo na Libertadores?
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