Empresa contesta a inclusão do Sócio Torcedor no contrato com a Ticketmaster
O sócio torcedor virou motivo de debate na diretoria tricolor
O acordo do São Paulo com a Ticketmaster ganhou um novo foco de tensão nos bastidores. A Feng, empresa que atualmente administra o programa de Sócio Torcedor, contesta a inclusão do serviço no contrato com a nova responsável pela bilheteria e afirma que possui direitos previstos no vínculo atual com o clube.
Segundo informações do UOL, a Feng entende que deveria ter participado do processo e alega possuir direito de preferência para igualar propostas de terceiros. O São Paulo, por outro lado, discorda dessa interpretação e sustenta que essa cláusula seria válida apenas em uma eventual renovação do contrato.
Empresa notificou o São Paulo
Na última sexta-feira, a Feng enviou uma notificação à presidência, às diretorias, ao Conselho Deliberativo e também à comissão responsável pela análise do acordo com a Ticketmaster. A empresa defende ainda que possui direito à exclusividade na gestão estratégica do programa durante a vigência do contrato.
A Feng sinalizou que busca uma solução amigável e chegou a mencionar a possibilidade de continuar administrando o Sócio Torcedor enquanto a Ticketmaster assume apenas a operação de ingressos.
São Paulo calcula multa de R$ 3,7 milhões
O contrato atual permite uma rescisão unilateral mediante aviso prévio mínimo de 180 dias. Nesse cenário, está previsto ainda o pagamento de uma multa equivalente a 15% da receita bruta do Sócio Torcedor durante esse período.
O São Paulo calcula que essa multa ficaria em aproximadamente R$ 3,7 milhões. Pessoas ligadas à Feng, porém, trabalham com valores maiores e discordam dos cálculos apresentados pelo clube.
Ticketmaster assumiria também o Sócio Torcedor
O programa de Sócio Torcedor está incluído no amplo acordo negociado com a Ticketmaster. Além da gestão de ingressos, o contrato prevê um aporte financeiro importante para o clube e é tratado internamente como uma forma de aliviar problemas de caixa.
A votação foi dividida em três pontos: o contrato principal de bilheteria e cessão de camarote, a inclusão do Sócio Torcedor e a aprovação do valor relacionado à rescisão com a Feng. A divergência entre empresa e clube, portanto, pode se transformar em mais uma disputa envolvendo o novo acordo comercial do São Paulo.
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Incrível, todo mundo quer tirar uma casquinha do São Paulo. Eta pessoal oportunista !!!!