No fim da carreira, Ceni tenta ajudar, mas sofre com falhas e sistema vulnerável

Goleiro teve uma de suas piores atuações na última quarta-feira e viu São Paulo ser eliminado da Copa do Brasil, perdendo título inédito em ano de sua despedida

Fonte LanceNet!
17 de Agosto de 2014
Ceni em treino do São Paulo (Foto: Ale Cabral/LANCE!Press)
Rogério Ceni saiu desolado do gramado do Morumbi na última quarta-feira. Nas costas, o peso da eliminação na Copa do Brasil, na pior campanha do clube na história da competição, e a tristeza por ver uma das chances de se despedir do futebol com um título inédito desmoronarem em casa. Neste domingo, contra o Palmeiras, tentará ajudar o time a se reerguer para assim evitar uma crise maior no Morumbi.
Se alguém retornasse de longas férias sem nenhum contato com o futebol brasileiro nos últimos meses e olhasse para o elenco tricolor, com certeza pensaria: "A diretoria do São Paulo montou um timaço para o Rogério Ceni poder se aposentar em alta no fim deste ano".
Kaká, Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato, Alan Kardec e Luis Fabiano, porém, têm sido craques inconstantes. Dificilmente brilham juntos. Para piorar, a zaga falha com frequência assustadora, deixando o Mito à mercê da sorte.
- A diretoria do São Paulo contratou grandes nomes, grandes talentos para o ataque, mas a defesa precisa ter mais peças fortes para aguentar o Campeonato Brasileiro – analisou o ídolo Zetti, antecessor de Ceni no Tricolor, ao LANCE!Net.
O goleiro-artilheiro cada vez se distancia dos companheiros no dia a dia. Talvez cansado, prefere o silêncio, a concentração. Os mais novos respeitam. Como Rodrigo Caio confessou ao L! antes de se lesionar, ouvem atentamente às orientações durante as partidas.
Rogério tem se empenhado na tarefa de formar pilares na equipe para 2015. Deixou Alexandre Pato cobrar pênalti contra o Bragantino em Ribeirão Preto para elevar o moral do atacante. Segundo o capitão, mais um gol para a coleção de 118 não faria diferença sensível. Para Pato, poderia fazer e fez.
No último domingo, entregou a braçadeira para Kaká em sua reestreia no Morumbi. O goleiro não deixava de ser o capitão por vontade própria desde 2000.
No Choque-Rei de logo mais, nova tentativa de recuperar a confiança, abalada após a eliminação.
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