Kaká estreia bem: um pouco de lucidez no decepcionante São Paulo

Mesmo sem estar 100% fisicamente, camisa 8 faz gol, dribla, se destaca e se salva em tarde de atuação coletiva muito ruim da equipe comandada por Muricy Ramalho

Fonte Globo Esporte
Meia comemora o gol marcado na tarde deste domingo, insuficiente para evitar a derrota (Foto: Buda Mendes / Getty Images)
Festa no aeroporto, no hotel, gritaria no estádio a cada toque na bola ou nas idas às laterias do campo: Kaká, de fato, voltou. A fraca atuação do São Paulo na derrota por 2 a 1 para o Goiás ofuscou o retorno do astro.
Mas a partida do camisa 8 foi o mínimo de lucidez que o time teve em campo, inclusive no gol marcado. E deu esperança de que essa curta passagem pode ser bastante positiva para ambos.
Kaká começou bastante avançado, quase como um atacante. Por vezes, alternava de posição com Alan Kardec e virava centroavante - função na qual fez seu gol, na etapa final. Em outras aparecia pelos lados, tentando explorar a linha de fundo. Se movimentou muito, com liberdade para flutuar em todos os setores.
Se não brilhou, ao menos o camisa 8 foi o jogador mais incisivo e criativo do São Paulo. No primeira etapa, foi o responsável pelos três chutes a gol da equipe - os únicos lances de perigo em muito tempo. Tentou de falta, de longe, de esquerda... Repertório não falta.

Meia foi o jogador que mais procurou o jogo do apagado Tricolor (Foto: Rubens Chiri / site oficial do São Paulo FC)
As bolas paradas também ficaram por conta dele. Kaká correu, tentou, reclamou, se movimentou, apareceu para o jogo, deu lindo drible por baixo das pernas de Moisés, mas sofreu com a péssima atuação dos companheiros do setor ofensivo. Com um pouco mais de competência, a equipe teria empatado.
O gol marcado na reta final da partida foi um prêmio à partida do astro. Mesmo sentido a falta de ritmo no segundo tempo, foi oportunista ao aproveitar confusão na área. Merecida recompensa para o único que fez algo de produtivo no Tricolor. E que aguentou os 90 minutos, com arrancadas até o fim. Mostrou estar bem fisicamente.
Outro aspecto que chamou a atenção foi que Kaká mostrou que pode ser o líder que a equipe precisa em campo. Com Rogério Ceni no gol, o camisa 8 procurou orientar os companheiros. Deu conselhos a Ademilson, conversou com Paulo Henrique Ganso. Quando necessário, mesmo sem a tarja de capitão, foi a peça que reclamou da arbitragem. Em dois lances, chegou a discutir com Leandro Pedro Vuaden. Para a sequência da temporada, isso também deve ajudar muito.
A derrota manchou a reestreia de Kaká pelo São Paulo. Mas fica o alento da atuação do meia. Foi apenas o primeiro jogo, sem ritmo e sem entrosamento. A tendência é ainda melhorar, mas o (re)início é bastante promissor. Ótimo para o Tricolor, que está precisando.

Meia deu trabalho ao goleiro Renan na partida contra o Goiás (Foto: Rubens Chiri / site oficial do São Paulo FC)
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