Muricy cogita abolir concentração no São Paulo
Inimigo do modelo desde os tempos de jogador ‘playboy’, técnico diz que atual elenco permitiria mudança. ‘Time é responsável’, diz
Fonte Band
1 de Junho de 2014
Muricy sorri na vitória sobre o Galo: técnico é contra as concentrações desde a época em que era jogador / Luis Moura/Folhapress
Considerado um tabu no futebol brasileiro, a concentração pode acabar no São Paulo. Pelo menos é o que sinalizou o técnico Muricy Ramalho após a vitória sobre o Atlético-MG, no último sábado. Inimigo declarado desde os tempos de jogador da ideia de isolar o elenco antes das partidas, o treinador sinaliza que pensa em pelo menos suspender a concentração com o atual grupo.
“Estamos com um elenco hoje que dá para fazer, porque é um time responsável. Porque o que a gente conversa e trata é feito. Uma hora vou poder fazer isso. Tem time que não dá, porque tem jogador que tem insônia, essas coisas...”, disse Muricy, que recorda com desgosto os tempos em que concentrava dois antes dos jogos.
“Antigamente a gente concentrava dois dias antes. Era uma loucura”, disse o técnico, que coloca na conta das concentrações uma possível aposentadoria precoce.
“Eu mesmo não estou aguentando mais. Posso até parar antes no futebol por causa disso. Não é fácil, é uma prisão. São quatro dias preso (na semana) naquele quarto, os jogadores não saem, ficam na internet o tempo todo. É a pior coisa do futebol. Em partes do mundo, quando o time joga em casa, nem concentra mais. Nós vamos chegar a isso, quando o jogador vai se apresentar meio-dia e vai jogar à tarde”, previu.
Muricy lembrou dos tempos de jogador e “bad boy”. “Eu era playboy, usava roupas rasgadas, gostava da noite. Já não suportava (concentração), como não suporto hoje. Aqui a gente concentra pouco, mas um dia vai acabar isso. Mas, claro, jogador tem que estar consciente”, ressaltou.
A concentração ainda parece longe de ser abolida no futebol brasileiro, mas algumas experiências surgiram por causa de um problema maior. Por falta de pagamento de salários, alguns elencos combinaram de não se concentrarem e se apresentarem apenas nos dias de jogos. Situações assim aconteceram há pouco tempo no Vasco e no Botafogo.
Mas o alto custo com hotel e alimentação também podem contribuir com o fim das concentrações. Muricy e muitos jogadores de outros clubes agradeceriam.
Considerado um tabu no futebol brasileiro, a concentração pode acabar no São Paulo. Pelo menos é o que sinalizou o técnico Muricy Ramalho após a vitória sobre o Atlético-MG, no último sábado. Inimigo declarado desde os tempos de jogador da ideia de isolar o elenco antes das partidas, o treinador sinaliza que pensa em pelo menos suspender a concentração com o atual grupo.
“Estamos com um elenco hoje que dá para fazer, porque é um time responsável. Porque o que a gente conversa e trata é feito. Uma hora vou poder fazer isso. Tem time que não dá, porque tem jogador que tem insônia, essas coisas...”, disse Muricy, que recorda com desgosto os tempos em que concentrava dois antes dos jogos.
“Antigamente a gente concentrava dois dias antes. Era uma loucura”, disse o técnico, que coloca na conta das concentrações uma possível aposentadoria precoce.
“Eu mesmo não estou aguentando mais. Posso até parar antes no futebol por causa disso. Não é fácil, é uma prisão. São quatro dias preso (na semana) naquele quarto, os jogadores não saem, ficam na internet o tempo todo. É a pior coisa do futebol. Em partes do mundo, quando o time joga em casa, nem concentra mais. Nós vamos chegar a isso, quando o jogador vai se apresentar meio-dia e vai jogar à tarde”, previu.
Muricy lembrou dos tempos de jogador e “bad boy”. “Eu era playboy, usava roupas rasgadas, gostava da noite. Já não suportava (concentração), como não suporto hoje. Aqui a gente concentra pouco, mas um dia vai acabar isso. Mas, claro, jogador tem que estar consciente”, ressaltou.
A concentração ainda parece longe de ser abolida no futebol brasileiro, mas algumas experiências surgiram por causa de um problema maior. Por falta de pagamento de salários, alguns elencos combinaram de não se concentrarem e se apresentarem apenas nos dias de jogos. Situações assim aconteceram há pouco tempo no Vasco e no Botafogo.
Mas o alto custo com hotel e alimentação também podem contribuir com o fim das concentrações. Muricy e muitos jogadores de outros clubes agradeceriam.
Avalie esta notícia:
35
6
VEJA TAMBÉM
- Urgente: Clubes discutem paralisação do Brasileirão por causa da MP das bets- Ex-São Paulo revela se aceitaria comandar o Tricolor como técnico
- São Paulo atrasa 4 meses de imagem e busca R$ 30 mi para quitar dívida
- Salvação? Contrato de R$ 146 milhões pode alterar gestão financeira e bilheteira no São Paulo
- 2 reforços de peso! Lucas e volante titular avançam antes do SanSão
