O São Paulo dominou o primeiro tempo. Mas, na etapa final, deixou a iniciativa do jogo para explorar o contra-ataque. O Flamengo cresceu e Rogério Ceni garantiu no gol. Muricy poderia ter sacado Osvaldo, que fez boa partida, para a entrada de Hudson e adiantar o Maicon. Entretanto, o segundo gol selou a derrota do Flamengo.
Pato foi muito bem e Ganso jogou muito. O maestro — autor do primeiro gol anunciado na Travecão Arena — comandou o São Paulo magistralmente. O time todo atuou bem, e cabe um elogio a Luís Fabiano: mesmo não marcando gol, Fabuloso vem demonstrando boa forma. O gráfico do último jogo mostra a posse de bola no campo todo e excepcional acerto de 75%.
A equipe saiu do Maracanã convicta de sua formação. O setor ofensivo está bem distribuído, mas, ainda precisamos de consistência defensiva. Maicon parece estar melhorando defensivamente, embora continue sobrecarregando Souza. E, a quem possa interessar, somente Internacional e São Paulo seguem invictos no Brasileirão.
Prosseguindo no Rio de Janeiro, o Tricolor Paulista enfrentará o Fluminense. E Maicon não está suspenso como disseram, puxa... Veríamos Hudson jogar pela primeira vez como titular. Serviria de tira teima e uma enorme dor de cabeça para Muricy. O melhor volante do Paulistão-2014 provaria seu valor mostrando que pode melhorar a proteção defensiva desse time.
Escalação para vencer o Fluminense e entrar no G-4 do Brasileirão-2014: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lucão, Antônio Carlos e Álvaro Pereira; Hudson (Maicon não é volante) e Souza; Pato, Ganso e Osvaldo; Luís Fabiano.
Memória. A inauguração da nossa (!) casa foi planejada com pompa, em partida internacional, com vitória. A de alguns — os que nasceram com a maldição da vergonha incrustada no DNA e nunca venceram jogando em casa — foi contra time regional, com derrota e vários vexames, que não vêm ao caso. O gol de Peixinho, no Morumbi, para sempre será inesquecível.
Em tempo. O que realmente aconteceu, de verdade, com o coroamento da casa sacrossanta? Acusações de ambas as partes — situação e oposição — deixam o torcedor no meio de um fogo cruzado. A reforma do Morumbi se arrasta desde 2007, com o lançamento de várias maquetes e anúncios de “agora vai”, desde então. Queremos uma satisfação, sem querelas.
Wender Peixoto
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