Muricy e a base: treinador acumula conflitos com garotos no São Paulo
Depois de Ademilson, nova vítima do treinador é o meia Boschilia, duramente criticado por não cumprir as ordens táticas. Lista tem Breno, Hernanes, Oscar...
Fonte Globo Esporte
12 de Maio de 2014
Ainda no gramado, Muricy Ramalho dá dura bronca no garoto Boschilia (Foto: Marcos Ribolli)
A fama de Muricy Ramalho de não ter muito apreço por jogadores vindos das categorias de base ganhou ainda mais força após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, domingo, em Barueri. Segundos depois do apito final, o treinador adentrou ao gramado e disparou contra o meia Boschilia, de 18 anos, considerado uma das grandes apostas do Tricolor para os próximos anos.
A justificativa do treinador foi de que o armador não se posicionou corretamente pelo esquerdo do ataque nos minutos finais. Mais que isso, estava pela direita, embolando o setor composto pelo colombiano Pabón. Aos berros e gesticulando, Muricy cobrou atenção e lembrou que o jogador estava no elenco profissional e não era mais um "juvenil".
A revolta continuou nos vestiários. Ainda bastante irritado com o que para ele foi uma falha grave, o treinador voltou a chamar a atenção de Boschilia, que ouviu tudo sem responder. Pessoas próximas garantem que o garoto não se abalou com a ira do comandante.
- Aqui não é o juvenil ou amador. É profissional. Quando você manda um cara fazer uma função, tem de fazer. Tomamos o gol por essa função. Ele não está em Cotia, está no CT da Barra Funda. Aqui é muito grande. Não pode entrar tão desligado - disse o treinador, em entrevista coletiva.
A postura de Paulo Henrique Ganso ainda no gramado mostra que nem todo mundo no clube é favorável às atitudes de Muricy. Assim que o técnico começou a esbravejar no campo contra o garoto, o camisa 10 os separou rapidamente por não considerar aquele o lugar ideal para isso.
- O Boschilia é um menino de muita qualidade, mas é garoto. Ele vai aprender. Tirei o Muricy para dar a bronca no vestiário - disse Ganso.
Ademilson também já sofreu com a fúria do treinador. No ano passado, ao errar uma cobrança de falta nos minutos finais do jogo contra o Criciúma, em Santa Catarina, o atacante ouviu duras críticas no campo e nos vestiários. Segundo relatos, teria até chorado. Já em 2014, depois de o jogador fazer um belo gol diante do Botafogo-SP, pelo Paulistão, o técnico disse que ele necessitava melhorar bastante nas finalizações em virtude de outras chances perdidas.
Na semana passada, Muricy acabou também com qualquer euforia envolvendo o zagueiro Lucão. O jogador teve uma atuação regular e marcou um dos gols da vitória sobre o CRB, pela Copa do Brasil. Na entrevista coletiva, porém, o comandante disse que ele sequer seria relacionado para o clássico por ser pouco experiente.
Vale lembrar que Muricy foi o responsável pelo lateral-direito Auro, ainda sem oportunidades, o meia Boschilia e o atacante Ewandro serem providos após a Copa São Paulo. O último deles, aliás, entrou em algumas partidas, mas perdeu espaço com as contratações de Pabón e Alexandre Pato. Hoje, sequer aparece no banco.
Os problemas do técnico com a base do São Paulo começaram durante a passagem vitoriosa, de 2006 a 2009. Naquela ocasião, até jogadores que atuaram bastante com ele tiveram conflitos logo que chegaram ao elenco profissional.
Foram os casos de Breno e Hernanes. Muricy reclamava que o zagueiro exagerava nos lances de habilidade no setor defensivo. Com o meio-campista, a bronca era por ele não ter uma posição fixa - jogou como lateral, armador e volante no Sandro André. Ambos acabaram campeões e idolatrados pela torcida são-paulina.
Outros sequer tiveram chances. O meia Sérgio Mota, considerado por muitos "o novo Kaká", praticamente não atuou e acabou não confirmando a expectativa da direção. O também meia Oscar viveu situação semelhante, aparecendo em raras ocasiões. Depois de uma briga judicial, acabou no Internacional e hoje brilha no Chelsea e na seleção brasileira (vai para Copa do Mundo).
A fama de Muricy Ramalho de não ter muito apreço por jogadores vindos das categorias de base ganhou ainda mais força após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, domingo, em Barueri. Segundos depois do apito final, o treinador adentrou ao gramado e disparou contra o meia Boschilia, de 18 anos, considerado uma das grandes apostas do Tricolor para os próximos anos.
A justificativa do treinador foi de que o armador não se posicionou corretamente pelo esquerdo do ataque nos minutos finais. Mais que isso, estava pela direita, embolando o setor composto pelo colombiano Pabón. Aos berros e gesticulando, Muricy cobrou atenção e lembrou que o jogador estava no elenco profissional e não era mais um "juvenil".
A revolta continuou nos vestiários. Ainda bastante irritado com o que para ele foi uma falha grave, o treinador voltou a chamar a atenção de Boschilia, que ouviu tudo sem responder. Pessoas próximas garantem que o garoto não se abalou com a ira do comandante.
- Aqui não é o juvenil ou amador. É profissional. Quando você manda um cara fazer uma função, tem de fazer. Tomamos o gol por essa função. Ele não está em Cotia, está no CT da Barra Funda. Aqui é muito grande. Não pode entrar tão desligado - disse o treinador, em entrevista coletiva.
A postura de Paulo Henrique Ganso ainda no gramado mostra que nem todo mundo no clube é favorável às atitudes de Muricy. Assim que o técnico começou a esbravejar no campo contra o garoto, o camisa 10 os separou rapidamente por não considerar aquele o lugar ideal para isso.
- O Boschilia é um menino de muita qualidade, mas é garoto. Ele vai aprender. Tirei o Muricy para dar a bronca no vestiário - disse Ganso.
Ademilson também já sofreu com a fúria do treinador. No ano passado, ao errar uma cobrança de falta nos minutos finais do jogo contra o Criciúma, em Santa Catarina, o atacante ouviu duras críticas no campo e nos vestiários. Segundo relatos, teria até chorado. Já em 2014, depois de o jogador fazer um belo gol diante do Botafogo-SP, pelo Paulistão, o técnico disse que ele necessitava melhorar bastante nas finalizações em virtude de outras chances perdidas.
Na semana passada, Muricy acabou também com qualquer euforia envolvendo o zagueiro Lucão. O jogador teve uma atuação regular e marcou um dos gols da vitória sobre o CRB, pela Copa do Brasil. Na entrevista coletiva, porém, o comandante disse que ele sequer seria relacionado para o clássico por ser pouco experiente.
Vale lembrar que Muricy foi o responsável pelo lateral-direito Auro, ainda sem oportunidades, o meia Boschilia e o atacante Ewandro serem providos após a Copa São Paulo. O último deles, aliás, entrou em algumas partidas, mas perdeu espaço com as contratações de Pabón e Alexandre Pato. Hoje, sequer aparece no banco.
Os problemas do técnico com a base do São Paulo começaram durante a passagem vitoriosa, de 2006 a 2009. Naquela ocasião, até jogadores que atuaram bastante com ele tiveram conflitos logo que chegaram ao elenco profissional.
Foram os casos de Breno e Hernanes. Muricy reclamava que o zagueiro exagerava nos lances de habilidade no setor defensivo. Com o meio-campista, a bronca era por ele não ter uma posição fixa - jogou como lateral, armador e volante no Sandro André. Ambos acabaram campeões e idolatrados pela torcida são-paulina.
Outros sequer tiveram chances. O meia Sérgio Mota, considerado por muitos "o novo Kaká", praticamente não atuou e acabou não confirmando a expectativa da direção. O também meia Oscar viveu situação semelhante, aparecendo em raras ocasiões. Depois de uma briga judicial, acabou no Internacional e hoje brilha no Chelsea e na seleção brasileira (vai para Copa do Mundo).
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