Futebol 2.0: Pato volta, Ganso avança, e Fabuloso marca em cinco toques
Variação ofensiva do São Paulo deixa marcação do Botafogo perdida no terceiro gol da vitória por 3 a 0 do Tricolor nesse domingo no Morumbi
Fonte Globo Esporte
21 de Abril de 2014
Pato busca jogo em saída rápida, chama atenção dos marcadores e permite entrada de Ganso (Foto: arte esporte)
Muricy Ramalho não quer Alexandre Pato jogando como um atacante fixo. Ao receber o jogador no São Paulo, o treinador pensou nele como uma figura flutuante em campo. Percebeu que o atleta pode render melhor de frente para o gol, partindo com a bola, do que esperando por ela com um zagueiro bufando em seu pescoço. Pelo menos no jogo contra o Botafogo, nesse domingo, a opção se mostrou extremamente acertada. A movimentação de Pato foi o alicerce de um sistema ofensivo ágil, móvel, com variações suficientes para deixar a marcação alvinegra zonza. E o lance do terceiro gol da vitória de 3 a 0 foi exemplar disso.
Foi aos 10 minutos do segundo tempo. Com o Botafogo já perdendo por 2 a 0, o São Paulo passou a encontrar espaços para movimentar suas peças. Em saída rápida de ataque, com a defesa adversária desarrumada, Ganso e Pato tramaram jogada. O normal seria o meia receber e acionar o atacante em profundidade. Pois aconteceu justamente o contrário. Pato pegou a bola, deu apenas dois toques nela e já encontrou Ganso em profundidade, invadindo a área pela esquerda. O ex-santista também deu apenas dois toques para acionar Luis Fabiano, que completou de primeira para o gol.
Pato ocupou um espaço de campo normalmente habitado por Ganso. O deslocamento do atacante deixou a defesa alvinegra em apuros. Quatro jogadores tentam, ao mesmo tempo, se aproximar dele - e apenas Marcelo Mattos o faz. Com isso, Ganso surge desmarcado, já que a atenção ficou toda com seu colega. Já no início da jogada, ele antevê a liberdade que terá e ergue o braço pedindo que Pato lance para ele - Luis Fabiano seria outra opção.

Quatro marcadores são envolvidos por Pato, enquanto Ganso parte livre (Foto: arte esporte)
O lance é tão rápido, que a defesa do Botafogo chega a desistir da marcação. Julio Cesar fica a quilômetros da bola quando Luis Fabiano faz o gol. Dória, Marcelo Mattos e Bolívar apenas assistem à jogada de fora da área. O único que tenta atrapalhar o lance, sem sucesso, é Bolatti, que estava mais distante de Pato, e mais próximo de Ganso, na origem da jogada.

Marcadores desistem da jogada, e Luis Fabiano surge sozinho para fazer o gol (Foto: arte esporte)
O lance não foi exceção. Os outros dois gols tiveram assistências de atacantes. No primeiro, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos, é Luis Fabiano quem cruza; e o segundo, anotado pelo lateral-direito Douglas, surge de mais uma jogada de Alexandre Pato, novamente com um lançamento em profundidade depois de recuar para buscar jogo.
Muricy Ramalho não quer Alexandre Pato jogando como um atacante fixo. Ao receber o jogador no São Paulo, o treinador pensou nele como uma figura flutuante em campo. Percebeu que o atleta pode render melhor de frente para o gol, partindo com a bola, do que esperando por ela com um zagueiro bufando em seu pescoço. Pelo menos no jogo contra o Botafogo, nesse domingo, a opção se mostrou extremamente acertada. A movimentação de Pato foi o alicerce de um sistema ofensivo ágil, móvel, com variações suficientes para deixar a marcação alvinegra zonza. E o lance do terceiro gol da vitória de 3 a 0 foi exemplar disso.
Foi aos 10 minutos do segundo tempo. Com o Botafogo já perdendo por 2 a 0, o São Paulo passou a encontrar espaços para movimentar suas peças. Em saída rápida de ataque, com a defesa adversária desarrumada, Ganso e Pato tramaram jogada. O normal seria o meia receber e acionar o atacante em profundidade. Pois aconteceu justamente o contrário. Pato pegou a bola, deu apenas dois toques nela e já encontrou Ganso em profundidade, invadindo a área pela esquerda. O ex-santista também deu apenas dois toques para acionar Luis Fabiano, que completou de primeira para o gol.
Pato ocupou um espaço de campo normalmente habitado por Ganso. O deslocamento do atacante deixou a defesa alvinegra em apuros. Quatro jogadores tentam, ao mesmo tempo, se aproximar dele - e apenas Marcelo Mattos o faz. Com isso, Ganso surge desmarcado, já que a atenção ficou toda com seu colega. Já no início da jogada, ele antevê a liberdade que terá e ergue o braço pedindo que Pato lance para ele - Luis Fabiano seria outra opção.

Quatro marcadores são envolvidos por Pato, enquanto Ganso parte livre (Foto: arte esporte)
O lance é tão rápido, que a defesa do Botafogo chega a desistir da marcação. Julio Cesar fica a quilômetros da bola quando Luis Fabiano faz o gol. Dória, Marcelo Mattos e Bolívar apenas assistem à jogada de fora da área. O único que tenta atrapalhar o lance, sem sucesso, é Bolatti, que estava mais distante de Pato, e mais próximo de Ganso, na origem da jogada.

Marcadores desistem da jogada, e Luis Fabiano surge sozinho para fazer o gol (Foto: arte esporte)
O lance não foi exceção. Os outros dois gols tiveram assistências de atacantes. No primeiro, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos, é Luis Fabiano quem cruza; e o segundo, anotado pelo lateral-direito Douglas, surge de mais uma jogada de Alexandre Pato, novamente com um lançamento em profundidade depois de recuar para buscar jogo.
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