Aidar descarta contratação de jogadores rodados com verba do fundo de captação
Confiante, Carlos Miguel Aidar acredita que voltará a comandar o São Paulo, como fez nos anos 80. O advogado é o candidato da situação à presidência para suceder Juvenal Juvêncio na eleição do dia 16 de abril.
Ambicioso, ele espera recolocar o Tricolor na vanguarda do futebol brasileiro. Entre as suas principais propostas está a reforma do Morumbi, a qual ele garante começar a fazer a partir de agosto: “Morro se não fizer essa reforma”, afirma Aidar.
Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, o candidato também falou sobre seus planos para o CT de Cotia, a criação de um fundo de investimento para a contratação de jogadores e o futuro de Juvenal Juvêncio.
Entrevista_
DIÁRIO_ Dizem que você pretende revolucionar Cotia. Qual é o seu projeto para o CT?
CARLOS MIGUEL AIDAR_ Não é revolucionar. O que acontece hoje? Se o menino não for aproveitado quando estiver na idade de ser profissionalizado, é dispensado. E você investiu no cara durante quase dez anos. Qual é a minha ideia? É criar um sistema de faculdade, a universidade do futebol. Você entra no primeiro ano ou no meio da faculdade, cursa toda a faculdade até atingir o limite dos 20 anos. Se não for aproveitado pelo São Paulo, será profissionalizado de qualquer forma e vendido. Quando falo em unidade autônoma é isso, é para gerar receita. Porque hoje Cotia não gera dinheiro.
Cotia não gera receita? E a venda do Lucas, por exemplo?
Mas o Lucas já era profissional. A ideia fundamental é que Cotia se torne uma unidade autônoma. Porque, se em 2013 teve sucesso, em 2012 não foi assim. Você não pode transformar a exceção em regra.
Atualmente, o São Paulo não tem uma política de utilizar tanto os jovens da base.
Às vezes, você precisa de um jogador pronto. O futuro está na base, mas, de vez em quando, você precisa buscar um jogador de determinada característica que não existe na base.
Mas o Muricy não é especialista em usar jovens da base...
Mas está começando a fazer isso e a trazer jogadores da base.
O senhor está convencendo o Muricy a usar os jovens?
Não sou dirigente do São Paulo, sou candidato. Não tive esse tipo de conversa com ele.
Qual é o seu plano para criar um fundo de investimento?
Estou com um projeto no meu computador. Será um fundo dentro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), oficial, gerido por um banco. Você tenta trazer jogadores com esses recursos e vai vender jogador e botar dinheiro nesse fundo para (o capital) girar.
Como funcionaria isso?
Aporte de capital, coloca qualquer valor. Você cria fundos, que investem no mercado de ações, em mercados paralelos.
Qual jogador quer trazer com a verba desse fundo?
Messi e Cristiano Ronaldo não dão, são sonhos de uma noite de verão. Não adianta ser jogador velho, porque você não realiza. Não dá para trazer jogador em fim de carreira.
O projeto está pronto? Quanto é capaz de mobilizar?
Está pronto, mas é óbvio que tem de ser aprovado no conselho do São Paulo. Se a primeira operação for boa, não há limite. O limite é o céu. Se o primeiro der resultado, muita gente vai comprar cota, independentemente de ser ou não são-paulino, porque vai ser um investimento. Mas precisa render mais do que uma poupança.
Consegue imaginar algum valor para esse fundo?
Para cima de R$ 100 milhões. Nem me interessa fazer por menos do que isso.
Como aprovar as obras do Morumbi?
Você tem três vertentes: engenharia, construção e financeira. Tentamos colocar isso de uma vez e levamos pau porque não houve quórum.
A ideia é desmembrar?
Se colocar isso junto e der outro desgaste, para nós que fazemos a captação de mercado, é ruim. Pensamos em colocar o modelo jurídico e financeiro em votação. E o modelo de engenharia nós colocaríamos em outro momento, já que a Andrade (Gutierrez) saiu. Façam uma licitação, há dez construtoras de porte querendo fazer isso.
Vai sair essa obra?
Eu morro se não fizer isso. Eu vou fazer essa obra.
O Juvenal Juvêncio não vai fazer parte do seu mandato?
Ele tem de descansar. Não é que não vai ser utilizado. Ele fará parte do Conselho Consultivo, do qual fazia parte. Mas, mais que isso, não dá para suceder um cara que ficou oito anos na presidência e não ouvi-lo de vez em quando. -
CANDIDATO VAI DEIXAR O CASO DA PORTUGUESA
Carlos Miguel Aidar não será mais o advogado da CBF. O candidato à presidência do São Paulo era o responsável por defender a entidade no caso que envolvia a Portuguesa, rebaixada para a Segunda Divisão na última temporada por utilizar um jogador irregular.
“Na casa do José Maria Marin (presidente da CBF), eles (dirigentes da entidade) me pediram para assumir o caso. Disse naquele dia: ‘se a Portuguesa ou um dos clubes for à Justiça, estou fora, porque sou candidato à presidência do São Paulo’. Deixei isso bem claro”, declarou Aidar, que também não vê qualquer conflito com o movimento Bom Senso FC por sua proximidade com a CBF.
“Algumas propostas deles me agradam muito. Como, por exemplo, reduzir o número de participantes de um campeonato, aumentar o número de jogos de times menores e fazer com que os clubes grandes entrem em fase avançada nos campeonatos. Não tenho conflito com eles”, garantiu o advogado.
‘Morro se não fizer a reforma’, diz candidato
Fonte Diario de SP
3 de Abril de 2014
Avalie esta notícia:
7
8
VEJA TAMBÉM
- São Paulo x Botafogo: onde assistir, escalações e pressão total no Morumbis- MONSTRO NA ZAGA? Livre no mercado, zagueiro histórico vira assunto no São Paulo com crise defensiva
- BAITA ATITUDE! Roger Machado abre mão de parte da sua rescisão contratual
- ALVO DEFINIDO: São Paulo busca a contratação de defensores para a equipe
- ADEUS! São Paulo oficializa rescisão contratual com zagueiro
URGENTE! Dorival Júnior é o novo técnico do São Paulo