Aidar já foi presidente do São Paulo entre 1984 e 88
O sucessor de Juvenal Juvêncio começa a ser definido neste sábado, com a eleição de 80 novos conselheiros. No dia 16, será a vez dos 240 conselheiros escolherem entre Carlos Miguel Aidar e Kalil Rocha Abdalla. Para ajudar você a conhecer melhor os candidatos, o SPFC.Net entrevistou os dois. E publica hoje a entrevista com Aidar, que tem o apoio da situação. Confira.
SPFC.Net: Quase toda a diretoria do São Paulo não gosta do Rogério Ceni. E o senhor?
CARLOS MIGUEL AIDAR: Eu o adoro. Não tenho a menor dúvida de que ele é o maior ídolo da história do São Paulo. Vi o Rogério fazer duas partidas históricas, contra o Universidad Católica, no ano passado, e contra o Liverpool, na final do Mundial, em 2005.
Pretende usar o Rogério Ceni de alguma maneira após a aposentadoria?
O Rogério vai ser o que quiser. Darei carta branca para ele renovar por mais um ano, virar treinador de goleiros, gerente de futebol… Se ele me disser que quer um ano para jogar nos Estados Unidos, ficarei o esperando.
O senhor tem afirmado que é muito próximo da CBF e da FPF. O quanto essa relação pode ajudar o São Paulo?
Já está ajudando. Fui eu quem conseguiu o amistoso da seleção antes da Copa para o Morumbi (o Brasil pega a Sérvia no dia 6 de junho). Também reaproximei o clube da Globo. Havia uma pendência relacionada a um contrato antigo, que impedia o pagamento de R$ 50 milhões. Na última reunião, a gente solucionou isso.
E os R$ 50 milhões já foram liberados?
Sim, já estão com o São Paulo.
Quanto gastou com sua candidatura à presidência do São Paulo?
Mais ou menos R$ 290 mil. E já avisei que não ponho mais um centavo. O restante veio de colaboradores e pessoas que acreditam em mim.
Pensa que o São Paulo precisa de reforços?
Tenho certeza de que precisa. O time tem algumas deficiências e vou começar a corrigi-las assim que assumir a presidência.
E como pretende buscar receitas para os novos jogadores?
Já tenho um projeto pronto, usando o Fidc (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios). Qualquer torcedor são-paulino pode investir no fundo. Estou projetando que seremos capazes de arrecadar até R$ 150 milhões.
Tudo isso?
Sim. E aí seremos capazes de montar um grande time.
O senhor se arrepende de ter criado o terceiro mandato, que garantiu a Juvenal Juvêncio mais três anos no poder?
Eu falo com orgulho que fui o responsável pela criação jurídica do terceiro mandato. Não havia, naquela época, outro nome capaz de dar continuidade a tudo o que o Juvenal precisava completar. E posso dizer que ele foi o melhor presidente da época contemporânea do São Paulo.
Mas o clube não ganha títulos importantes desde 2008.
O problema é que o Juvenal teve de se dividir em umas dez funções diferentes nos últimos anos. Ele cuidou da relação externa com CBF, Federação Paulista, Globo, da presidência do São Paulo, da política interna… Aí, acabou delegando o futebol e as coisas não andaram tão bem.
O Juvenal tem um estilo centralizador e ditatorial. Como é possível garantir que ele não vai interferir na sua gestão?
Você pode ter certeza de que não irá. Foi a primeira coisa que eu exigi quando ele me convidou. A premissa era de eu ter carta branca para tomar todas as decisões.
Mas o senhor não teme que o Juvenal queira se meter?
Comigo, as coisas são diferentes. Não vai ter interferência. Pode escrever aí.
Pretende usá-lo de alguma maneira?
Isso não será possível. Ele vai aproveitar o tempo livre para cuidar da saúde e descansar um pouco. Depois de oito anos na presidência...
É verdade que o senhor pretende revolucionar a diretoria do Juvenal, que tem Julio Casares, Leco, João Paulo de Jesus Lopes?
Eu ainda não defini a nova diretoria. Até porque terei 30 dias para fazer isso após a eleição. Mas minha ideia é dar uma cara nova ao clube. O único nome que já escolhi é o da Mara Casares, que será responsável pela diretoria feminina, uma criação minha.
Pretende usar o Adalberto Baptista?
Não. Temos uma relação boa, ele tem me ajudado na campanha, mas não estará na minha gestão por causa de seu jeito autoritário. Ele bateu de frente com muita gente.
A cobertura do estádio vai sair?
Claro que vai. Tem que sair. O Morumbi precisa disso para ser moderno como os demais. Sem contar que a arena para 25 mil pessoas garantirá uma fonte importante de receita para o clube.
A oposição o acusa de ter andado extremamente distante do clube nos últimos anos.
Fisicamente, pode até ser. Mas eu sempre estive perto do São Paulo, advogando as causas mais importantes, como o terceiro mandato, o ressarcimento dos atletas formados pelo São Paulo e que foram vendidos para o exterior, a proibição dos shows no Morumbi…
[SPFC.Net] EXCLUSIVO: Aidar fala de reforços, Juvenal, dinheiro e planos para a presidência
Fonte SPFC.Net
2 de Abril de 2014
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