Aidar diz que está na frente na corrida da eleição e que 'prévias' estão incomodando oposição

Fonte ESPN
Carlos Miguel Aidar, candidato à presidência do São Paulo
Na última parte da entrevista para o ESPN.com.br, o candidato da situação do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, fala sobre a parte social do clube, o que querem os sócios e quais são os projetos que vai defender durante o seu mandato, se eleito. Considerando ultrapassada a atual diretoria, o advogado apoiado por Juvenal Juvêncio quer transformar o modelo de gestão do São Paulo.
Na última parte da entrevista para o ESPN.com.br, o candidato da situação do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, fala sobre a parte social do clube, o que querem os sócios e quais são os projetos que vai defender durante o seu mandato, se eleito. Considerando ultrapassada a atual diretoria, o advogado apoiado por Juvenal Juvêncio quer transformar o modelo de gestão do São Paulo.
Entre suas propostas, a preocupação com a segurança das pessoas que frequentam o Morumbi é a mais falada. De acordo com o cartola, que já presidiu o tricolor entre 1984 e 1988, o medo tem sido uma reclamação constante dos moradores do bairro, o que ele não tem poderia tentar resolver sozinho.
Apesar de ser uma questão de segurança pública, Aidar quer implementar um amplo sistema de câmeras, dentro e fora do clube, para pelo menos intimidar os ladrões da região. Parte deste plano também conta com o estacionamento que é parte do projeto de cobertura, ainda não aprovado para começar as obras, como já foi falado na primeira parte da entrevista, na quarta-feira.
"A maior preocupação que um sócio tem hoje é a de ter um lugar seguro para parar seu carro. E tem também a questão de segurança, que está em toda a cidade de São Paulo. Tem desde os ladrõezinhos até outros bandidos. Outro dia sequestraram o filho de um sócio por aqui. Eu gostaria que o clube fosse monitorado com um grande sistema. Isso resolve? Acho que não, mas inibe. Você saber que tem câmeras por todas as partes muda bastante coisa. Inclusive no entorno do estádio", afirma o candidato.
Gastando cerca de R$ 290 mil em campanha, entre dinheiro do próprio bolso e doações, Aidar tem monitorado a eleição e diz que está na frente pela vaga de Juvenal Juvêncio.
"Pelas pesquisas que eu tenho, conversando com sócios, os números são fantásticos. Há pelo menos 70 ou 80% da preferência do eleitor. Eu não sei se isso é válido ou se não é. Eu não contratei nenhum instituto para fazer isso. A pesquisa é feita pelos nossos candidatos, pelo que a gente ouve dizer dos nossos opositores. Cada dia que passa a gente fica ainda mais seguro. E isso tem levado um pouco de desconforto para a oposição, pelo que a gente ouve falar", completa.
Na semana que vem você confere outras reportagens especiais sobre o processo eleitoral no São Paulo e entrevista com o candidato da oposição, Kalil Rocha Abdalla.
Veja a última parte da entrevista com o candidato Carlos Miguel Aidar.
ESPN.com.br - Você tem morado aqui no Morumbi?
Carlos Miguel Aidar -
Morado é uma força de expressão, mas tenho passado muito tempo útil aqui dentro do São Paulo. Parte social, Barra Funda, Cotia, na presidência conversando com conselheiros e diretores, para me preparar para a gestão. Quero ganhar a eleição e quero me preparar para a gestão.
ESPN - Quando eu cheguei aqui (na presidência) me perguntaram se eu era uma sócia. Você tem recebido muitos sócios?
CMA -
Não, aqui não. Eu converso na parte social. Na administração, não. Devem ter perguntado para saber quem é a senhora e o que a senhora está fazendo aqui. Na parte social, sim. Lá eu abordo o sócio diretamente. Cumprimento os que eu conheço, troco beijinhos com as senhoras no rosto, aperto a mão e dou abraço nos senhores, e aqueles que eu não conheço eu me apresento e falo por que estou conversando com eles. E peço voto.
ESPN - Coisa de político, não é?
CMA -
Não é coisa de político, é coisa de eleição. Em qualquer eleição, seja em uma associação de classe, em um condomínio, na câmara municipal, no senado, você tem de trabalhar com o seu eleitor. O meu eleitor é o sócio do São Paulo, e eu falo por telefonemas, mala direta. E eu já fiz muita coisa por esse clube. Muita coisa que tem aqui hoje foi construída por mim. Claro que não por mim sozinho, mas por toda a minha equipe. Claro que agora eu vou ter uma nova equipe de trabalho, alguns daquela época voltem e outros da atual gestão permaneçam, mas vai ser um trabalho de equipe.
ESPN - Qual o maior anseio dos sócios hoje?
CMA -
A parte estacionamento e de segurança. Não há a menor dúvida. A maior preocupação que um sócio tem hoje é a de ter um lugar seguro para parar seu carro. E especialmente um lugar para ele parar o carro em dias de jogos. E tem também a questão de segurança, que está em toda a cidade de São Paulo. O Morumbi, claro, não está imune a esta falta de segurança. Tem desde os ladrõezinhos até outros bandidos. Outro dia sequestraram o filho de um sócio por aqui. Então, essa é a grande preocupação do sócio. E, guarda essa frase, eu vou fazer o projeto de cobertura do Morumbi. Eu vou fazer o estacionamento. E eu vou fazer a arena multiuso. É uma questão de tempo. Não sei se começo essa obra esse ano ou no ano que vem. Isso eu afirmo.
ESPN - Como resolver a questão de segurança?
CMA -
Eu tenho um projeto na plataforma nossa que é de monitorar o clube todo, interna e externamente. Ainda não tenho o orçamento, procurei três empresas, mas não tive o resultado ainda. Eu gostaria que o clube fosse monitorado com um grande sistema. Isso resolve? Acho que não, mas inibe. Você saber que tem câmeras por todas as partes muda bastante coisa. Inclusive no entorno do estádio. Essa é uma coisa que a gente pode fazer. O que eu não posso fazer é colocar guarda armado na rua. Isso é função do estado.
ESPN - Hoje o clube não tem câmeras?
CMA -
Não, tem algumas câmeras apenas. Não faço ideia do valor. Conversei com algumas empresas, mas pretendo oficializar os orçamentos depois de ganhar a eleição.
ESPN - Você falou um pouco sobre sua campanha, o que mais tem feito parte da estratégia de vocês?
CMA -
Temos uma plataforma, que prevê aspectos sociais, institucionais, do futebol profissional, da base, a questão de segurança, ampliação do estádio e uma série de outras coisas. Como eu vou fazer isso? Eu vou constituir uma diretoria e delegar poderes. Mas antes de fazer isso, eu tenho uma vontade que eu vou executar. O São Paulo vem com um estilo de gestão caracterizado pelos dois últimos presidentes: doutor Marcelo Gouveia e Juvenal Juvêncio. Eles se tornaram ultrapassado para um modelo moderno de gestão. Como eu tenho uma experiência moderna de gestão de quando eu estava na Ordem dos Advogados do Brasil e quando eu criei o meu novo escritório, eu quero contratar empresas especializadas para que elas me passem um modelo de gestão e organograma e aí vou contratar uma delas ou uma outra para fazer uma gestão altamente profissional. O São Paulo tem quase mil profissionais diretos, fora os terceirizados. Precisamos de um equilíbrio financeiro, não podemos gastar mais do que arrecadamos.
ESPN - O dia da eleição será mesmo 16 de abril?
CMA -
Haverá primeiro a eleição do conselho, no dia 5 de abril. Depois a eleição do presidente pode acontecer a partir do dia 16 até o dia 30. A gente tem já solicitado para que aconteça mesmo no dia 16. Assim, será o dia nacional das eleições: no São Paulo, na CBF e na Santa Casa. Queremos vocês da imprensa para cobrir tudo isso.
ESPN - Vocês estão fazendo pesquisas?
CMA -
Pelas pesquisas que eu tenho, conversando com sócios, os números são fantásticos. Há pelo menos 70 ou 80% da preferência do eleitor. Eu não sei se isso é válido ou se não é. Eu não contratei nenhum instituto para fazer isso. A pesquisa é feita pelos nossos candidatos, pelo que a gente ouve dizer dos nossos opositores. Cada dia que passa a gente fica ainda mais seguro. E isso tem levado um pouco de desconforto para a oposição, pelo que a gente ouve falar. Eu preciso deixar uma coisa muito clara para você e para quem está nos ouvindo. Passada a eleição, aqui é tudo São Paulo. Hoje eu disputo com um outro lado, mas passou isso, acabou. Eu não sou vingativo, não sou rancoroso e não quero pisar em ninguém que está do outro lado. O São Paulo não é melhor nem pior, ele é diferente. Essa diferença faz do São Paulo o que ele é. E estamos aqui hoje porque o São Paulo tem o maior estádio particular do mundo. Não há igual.
ESPN - Acha justo fazer a eleição no mesmo dia da Santa Casa?
CMA -
Eu acho que a Santa Casa marcou no nosso dia. A gente já tinha marcado antes. Quem quer concorrer a cinco cargos, tem que disputar as cinco eleições. Eu só quero disputar no São Paulo, por enquanto (risos).
ESPN - Por ser no dia 16, dificilmente o Juvenal Juvêncio irá para o Rio de Janeiro nas eleições da CBF...
CMA -
Não sei se ele irá e voltará ou se vai designar alguém. A presidência é, até o dia que houver outro eleito, do Juvenal. O São Paulo, aliás, foi convidado para ir à inauguração da Granja Comary, no Rio de Janeiro, na próxima semana, e designou alguém pra isso, não sei quem. Mas o São Paulo não quer sair daqui nesses dias. Quem sabe o Juvenal não indica o conselheiro Kalil Rocha Abdalla para ir à eleição lá no Rio?
ESPN - Quanto você está gastando em campanha?
CMA -
Coloquei algo em torno de R$ 90 mil. Mas com as doações dos candidatos já foram R$ 290 mil aproximadamente. Os candidatos também fizeram suas camisetas e estão gastando também, não sei quanto. Eu sofistiquei um pouco.
ESPN - A gente tem visto o Paulo Nobre, por exemplo, colocando dinheiro do bolso para resgatar as finanças do clube. Você pensa nisso?
CMA -
Não, porque eu não tenho. Sempre vivi pensando no presente e não no futuro. Eu tenho filhas, netas, a economia que eu consigo ter no final do mês eu ajudo com isso.
ESPN - O Andrés chegou a formar um grupo de oposição para a CBF. O Andrés estava preparado?
CMA -
Acho que ele nunca se colocou como um candidato. Ele sondou para ver se teria espaço e percebeu que não tinha. E aí indicou outro, que também não vai sair. Foi muito mais um balão de ensaio. O fato é que ele ficou no noticiário e para quem quer fazer política isso é muito importante. Seja por conta de qualquer coisa.
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