Aconteceu exatamente o contrário.
Faltando cerca de uma hora pra o jogo, o de costume acontece: chega o ônibus dos jogadores, a torcida faz a festa. "Como eu te amo Tricolor, como eu te amo demais!". Você obrigatoriamente entra no estádio com um sentimento de quase-vitória, o coração pulsa forte. Saudamos os 11 jogadores que se apresentaram no campo vestindo o manto. "Guerreiro, guerreiro... time de guerreiro!" (essa saudação é importante ser lembrada para comparar-se com a de despedida).
Começa o jogo. Jogo feio, coisa vergonhosa. Álvaro Pereira nos primeiros lances já demonstrava sonolência, impressão que passou durante os 93 minutos de jogo.
E aí, com menos de 5 minutos de jogo, o Penapolense mostra a que veio. O goleiro Samuel fazia cera logo no início do jogo. Mas não era pouca, era tanta cera que até o juiz (submisso) e a bandeirinha (confusa - por favor imaginem palavrões como adjetivos para descrevê-los, pois não posso utilizá-los aqui) deram bronca no defensor pela demora em cobrar o tiro de meta.
E resumidamente, este foi o jogo, o time do interior fechado fazendo cera, afim de segurar um empate para a loteria dos pênaltis ou um gol achado em contra-ataque o o nosso Tricolor definido da seguinte maneira:
- Um lateral esquerdo sonolento;
- Um Maicon que precisava ser sacado com urgência;
- Um lateral direito que taticamente foi bem mas errou em dois momentos cruciais da partida(um chute com clara chance de gol que foi para bem longe do alvo e outra quase igual)
- Um ataque imensamente marcado que não recebeu bolas;
- Um único meio-campista marcado/anulado e avoado(que chute pra ninguém foi aquele no primeiro tempo? E as chances que perder de chutar pro gol esperando alguém pra passar? Chuta pro gol, Ganso!);
- Uma zaga desorganizada;
- E um goleiro-mito irritado com tudo isso junto com todos os 16mil torcedores presentes;
Demoramos 30 minutos para dar um chute a gol. No segundo tempo, praticamente nem isso fizemos.
Eles fecharam o campo, Osvaldo se destacava pela esquerda mas não fazia milagre.
Na minha opinião, de todas as possíveis substituições, Muricy fez a pior possível: Pabon por Ademilson. Faltava alguém pelo meio para auxiliar na criação e fazer a bola chegar ou na ponta direita para abrir o jogo. E o camisa 19 não soube exatamente ser esse cara pela esquerda..
Apontar culpados é difícil quando o time como um todo atua mal. Claro que quando chegamos no fim da partida e as cobranças penais eram certas, veio à memória as penalidades perdidas no passado por Luis Fabiano, por Ganso...
Então, sai no rádio os nomes escaldos para bater: Mito, Fabuloso, Rodrigo Caio, Ganso e Osvaldo.
Rogério quase pegou as duas primeiras penalidades do Penapolense. Parecia que pegaria o terceiro. Aí, Rodrigo Caio, com a mão na cintura, indeciso, bate com categoria de dar inveja (tom irônico).
O goleiro se adiantou, é fato. Se adiantou contra o Ganso também e mandaram voltar. Mas isso não é desculpa.
Não há como culpar um ou dois, não tem como, perdemos nos 90 minutos, demos a eles o que queriam: a loteria dos pênaltis que era a única chance justa do Penapolense.
E deixamos o estádio viando o time em ritmo de "Não é mole, não! Eu tô cansada de time amarelão!" Pois é, heim, guerreiros...
O que nos resta é torcer para quem ajudamos, né? Vai, Ituano!

Essa foi a imagem da noite. A que mais me deu raiva, me chocou, me tirou do sério. DESCE DAÍ, maldito!
Oremos!
Layla Reis https://www.twitter.com/laylarps