Na véspera do duelo eliminatório contra o Penapolense, o são-paulino Antônio Carlos passeou entre o discurso padrão de respeito ao adversário e a certeza de classificação à semifinal. O beque lembrou bons resultados do adversário diante dos grandes do futebol paulista, mas fez a ressalva de que sua equipe jogará em casa e é favorita.
"A gente não está nem pensando em desastre. A gente respeita o Penapolense, isso é o normal de se falar, porque temos que respeitar nossos companheiros de trabalho, mas, jogando no Morumbi, temos responsabilidade muito maior do que a deles", disse o jogador, ao final do treino desta terça-feira, quando o técnico Muricy Ramalho deu pistas de uma escalação sem surpresas.
"Estamos respeitando, mas temos que saber nossas qualidades também. Não adianta falar da outra equipe só, a gente tem que olhar para a gente também. Começamos a crescer e estamos em um momento bom", avisou, em seguida.
O respeito ao oponente se deve muito mais ao trabalho dado a Santos e Corinthians, em Penápolis, do que por seus resultados recentes. O time interiorano, treinado por Narciso, somou apenas um ponto (diante justamente da equipe do Parque São Jorge) nas últimas seis rodadas da primeira fase.
"Preocupa pelos resultados que eles tiveram contra os times teoricamente grandes. Ganharam do Santos (4 a 1) e conseguiram empatar com o Corinthians (0 a 0). Então, têm alguma coisa de bom. Conversamos em campo, não vimos vídeos ainda. Mas, dentro de campo, o Muricy está tentando fazer uma formação que se encaixe na deles", falou o defensor.
O Penapolense foi o segundo colocado da chave do São Paulo, tendo somado oito pontos a menos. Pelo regulamento atual, os dois times não se enfrentaram na primeira fase e se encontrarão pela primeira vez no mata-mata, reeditando duelo das quartas de final de 2013, quando a equipe da capital passou sufoco e venceu graças a um gol contra do zagueiro Jaílton, que segue no elenco e estará no Morumbi às 22 horas (de Brasília) desta quarta-feira.
Não só pelo reencontro, mas por decidir uma classificação em 90 minutos, o confronto é tratado com seriedade. "Para nós, é um clássico. Porque, se não passarmos, acabou para a gente. Em casa, temos quase obrigação de vencer o jogo", lembrou Antônio Carlos, cuja esperança é repetir o que fez o Palmeiras, único grande a derrotar o Penapolense, jogando como mandante, no Pacaembu.
Beque trata Penapolense como grande, mas é mais São Paulo
Fonte Gazeta Esportiva
25 de Março de 2014
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