Qual será o futuro de Cotia?

Fonte UOL/MENON

O futuro próximo do Centro de Formação de Atletas de Cotia é um dos assuntos mais quentes na eleição do São Paulo, marcada para 16 de abril.
Situação e Oposição têm visões distintas de como deve funcionar a formação de atletas no São Paulo. Kalil Rocha Abdalla, candidato de oposição, deseja uma integração maior com o futebol profissional e Carlos Miguel fala em “unidade autônoma de negócios”.
Marco Aurélio Cunha que será, em caso de vitória de Abdalla, o responsável pelo futebol profissional, promete estar muito atento ao que acontecer em Cotia. “Teremos um diretor atuando lá, porque eu não sou Deus para estar em todo lugar, mas a responsabilidade será toda minha. Cotia é assunto do futebol profissional, não pode ser separado como agora.”
Carlos Miguel Aidar quer que Cotia se sustente, sem dinheiro do clube. Os jogadores formados lá terão um preço de mercado e o São Paulo não terá preferência na hora da contratação. “A conta é simples. Imaginemos que Cotia custe R$ 24 milhões por ano. Se formar oito jogadores, o custo mínimo deles deverá repor o que se gastou. E, se algum clube oferecer mais, fica com o jogador”.
Ele também fala em fundos de captação de recursos financeiros a partir de cotas. “As pessoas compram cotas de investimento e quando o jogador for vendido, são ressarcidas com lucro. O gerenciamento disso passa por um banco”.
Em dezembro do ano passado, Carlos Miguel, em entrevista ao Blog do Perrone, citou o Banco Fator como um dos possíveis parceiros. “Quero que o Banco Fator ajude o São Paulo a transformar o CT de Cotia [das categorias de base] numa unidade independente de negócios. Eles têm competência”, declarou.

A competência do Banco Fator é colocada em dúvida por um ex-parceiro, o Paulista de Jundiaí. Quem explica é Djair Bocanella, atual presidente do clube. “Eles assumiram o clube em 2007 e o Paulista estava na Série B do Brasileiro. Caiu para a C, caiu para a D e hoje está fora de tudo. Quando o vínculo terminou, levaram 23 jogadores da base. O Paulista vai precisar de uns dez anos para se recuperar do que fizeram por aqui”.
Bocanella aponta João Carlos Kfouri Aidar, primo de Carlos Miguel como um dos gestores da parceria. Carlos Miguel desconhece. “Meu primo é professor da Fundação Getúlio Vargas e pode me ajudar, sim, a desenvolver um modelo de gestão apropriado para Cotia”.
Ele reconhece que o trabalho não foi bem feito em Jundiaí. “Foi um fracasso, mas isso não significa que seria um fracasso aqui. Nunca aceitaríamos um acordo que cedesse jogadores como fizeram lá”.
O que parece claro é que os dois candidatos não estão contentes com a forma atual de gerenciamento de Cotia. O que muda são as propostas. Carlos Miguel repete sempre o mantra da “unidade autônoma de negócios”, que a Oposição chama de tentativa de terceirização. Marco Aurélio aposta em melhora de gestão. “Cotia é um complexo de última geração que está sendo administrada com um software pirata. O que precisa é de atenção para que tantos jogadores não se percam antes de chegar ao profissional. Precisam de carinho. Um time B é importante”.
Abrir mão de Cotia é incompetência ou é modernidade? A escolha do próximo presidente depende de como os sócios entendem essa dúvida.
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