De férias na Baixada, Ademilson revê amigos e é homenageado em funk

Fonte Globo Esporte
25 de Dezembro de 2013
O bom filho à casa torna. De férias após o fim do Campeonato Brasileiro, o atacante Ademilson, do São Paulo, está de volta ao Humaitá, bairro da área continental de São Vicente (SP) onde passou a infância e a adolescência. Nada de anormal até aí, já que aquele costuma ser o reduto do jogador nos momentos de lazer. A diferença é que, agora, o retorno ao litoral paulista veio acompanhado de um “presente”: um funk em homenagem ao jovem titular do ataque tricolor.
A ideia partiu de Higor Sagas, produtor de uma gravadora do bairro. A boa fase do atacante, que encerrou 2013 como parceiro de Luis Fabiano no São Paulo, deu a inspiração para que ele e o funkeiro MC Chiquinho desenvolvessem a música, intitulada “Ademilson é show”. Para o músico, participar do funk foi especial – além de amigo do jogador, ele é tricolor fanático.
– O Higor veio com a ideia e a gente produziu tudo aqui no estúdio, com o DJ Lucas. Mandamos (a música) para o Ademilson pelas redes sociais, e ele gostou. É uma emoção grande, ainda mais para quem é torcedor. (Ele) É mais uma revelação do futebol, saiu daqui do Humaitá para ganhar o Brasil. Espero que seja um espelho para a molecada – diz Chiquinho.
O próprio Ademilson se aventurou no microfone, em dueto com o funkeiro. Mesmo tímido, o atacante mostrou que conhece a letra da música que o homenageia, e agradeceu o presente.
– Fiquei feliz. Acho que poucos têm a possibilidade de receber uma homenagem dessas, e é bom ver que as pessoas acreditam e se espelham em mim por eu ser daqui (Humaitá). Até minha mãe está dançando a música em casa (risos). Vai pegar, tomara. Se ano que vem eu fizer sucesso, tenho certeza que a música vai crescer comigo – diz.
Orgulho das origens
Apesar de ter nascido em Cubatão (SP), Ademilson morou por quase 17 anos no Humaitá, bairro da periferia de São Vicente. Foi lá onde o atacante começou a jogar bola, destacando-se em uma escolinha do São Paulo. Aprovado aos 11 anos em um teste para se juntar às equipes de base do Tricolor, passou três anos treinando uma vez por semana em Cotia, já que ainda não podia ser alojado no clube. Apesar da vida, atualmente, estar longe da Baixada Santista, o atleta não nega as origens. Muito pelo contrário.
– O Humaitá representa muito para mim. Vejo muitas crianças daqui falarem que sou o ídolo deles, e isso é gratificante. Algumas até viraram são-paulinas (risos). Sei que sou importante no sentido de dar a essas crianças uma esperança do que podem ser no futuro, e que muitos outros (jogadores) vão aparecer depois de mim por aqui – afirma.
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