Aloísio acabou sendo o nome do São Paulo em 2013. Vestiu a camisa mais do que qualquer colega de time (71 jogos) e foi quem mais marcou gols: 22.
Como era de se esperar, chamou a atenção de outros clubes e espera a valorização do Tricolor. O destino mais próximo para 2014 pode ser o Shandong Luneng, da China. Porém, a vontade de conquistar um título pelo Tricolor ainda deve mudar o rumo dessa história, como conta o Boi Bandido em entrevista exclusiva ao DIÁRIO.
DIÁRIO_ O que vai fazer nestas férias?
ALOÍSIO_ Fico em Araranguá (Santa Catarina), com os meus amigos, minha família, minha mãe, porque passei o ano todo longe deles. Vou pescar, curtir uma praia...
Você é bom de pescaria?
Sou bom. De vez em quando, pego vários peixes. Outro dia peguei um de 4,3 kg, foi um dos maiores. Tenho até foto. Não é história de pescador.
O que mais gosta de fazer durante suas férias?
Domingo e sábado, fazemos churrasco com os amigos, que a gente não viu durante o ano. Jogo uma bolinha. Até para não ficar parado durante as férias.
Joga sério?
Não tem brincadeira. Logicamente que não com a intensidade dos jogos do São Paulo, mas não gosto de perder.
Mas aí não tem nem graça...
Os meus amigos jogam bem. Eles jogam para valer e correm porque sabem que não gosto de perder e dou a vida no campo.
A temporada foi positiva para você, apesar de o São Paulo não ter ganhado títulos?
É verdade. Não foi um ano bom para o São Paulo, mas, para mim, foi. Cheguei ao São Paulo como uma dúvida e consegui fazer meus gols, ajudar de alguma forma. Então, não tenho motivo para reclamar de nada que aconteceu comigo no São Paulo. No meu modo de ver, de grupo, logicamente que ficamos chateados.
Quais metas você tem para o ano que vem?
Vou pensar na hora em que começar a pré-temporada. Colocar a cabeça no lugar, ver o que fazer. Uma é ser campeão pelo São Paulo, porque quero que o meu nome fique na história do clube também.
Houve uma época em que você disse ter faltado empenho para o time. O que faltou para o São Paulo neste ano?
Naquele momento, acho que faltou se dedicar mais. No começo do ano, foi complicado também, precisava de um pouco mais de vontade e raça para a gente sair daquela situação em que estávamos. Depois, a gente oscilou um pouco. É óbvio que tínhamos de ter vontade e disposição o ano todo para a gente não passar por certas situações nas quais a gente mesmo se colocou. Durante o ano faltaram essas coisas, a gente precisava jogar mais.
O que mudou do Aloísio que chegou para o do fim do ano?
Não mudou muita coisa, continuo a mesma pessoa tranquila. Pode ter certeza de que, no ano que vem, vou continuar trabalhando da mesma forma, batalhando cada vez mais. Até porque não consegui nada na minha vida. Não consegui ser campeão pelo São Paulo, então, a luta continua. Espero que a gente consiga títulos pelo São Paulo, que é uma das nossas metas para o ano que vem.
Você recebeu uma proposta do Shandong Luneng no meio do ano e não aceitou por não ter sido campeão pelo São Paulo. Aí, voltou a ser procurado. Pesa o fato de ainda não ter conseguido um título?
Com certeza. Tanto que, a primeira proposta que recebi, não aceitei porque ainda não tinha sido campeão. Para que, depois, eu ficasse tranquilo para sair do São Paulo com a cabeça erguida com um título. Depende de muitas coisas também (para eu ficar), mas conquistar um título pelo São Paulo passa por esse momento também.