Infelizmente não vi Pedro Rocha em campo, mas tive a sorte de escutar histórias e entender (se isso é possível) um pouco de como ele via o mundo da bola. O uruguaio era meu vizinho de prédio e frequentava a loja do meu pai, local em que trabalhei na adolescência. Eu respirava futebol e no dia em que Pedro nos visitava sabia que o papo renderia. Ao observar a chegada dele, prontamente largava o que fazia para cumprimentá-lo e entrar no assunto. Logicamente que não precisava de muito para ele logo fazer comentários da rodada, sobre jogadores e técnicos. Ganhava o dia quando tinha a oportunidade de trocar algumas palavras com aquele gênio.
O jeito calmo de falar e a maneira simples de observar o esporte sempre o marcaram. No bate-papo era a mesma coisa. El Verdugo nunca se gabou de exaltar os seus feitos. Como qualquer garoto, gostava de compartilhar com outras pessoas toda vez que passava poucos minutos com ele. Ao replicar a converssa, ouvia dos mais velhos expressões como “craque”, “diferenciado”, “inteligente”.
Sobre os seus feitos em campo os outros me contaram. Fora das quatro linhas eu tive o prazer de ouvir de Pedro Rocha o que pensava sobre futebol. Privilégio para poucos.
Ganhava o dia quando conversava com Pedro Rocha
por Rafael Bullara
Fonte Lancenet
3 de Dezembro de 2013
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