Ponte Preta 1×1 São Paulo
A boa atuação defensiva garantiu uma classificação tranquila para a Ponte Preta.
O São Paulo sequer ameaçou reverter o resultado desfavorável do Morumbi.
O time de Jorginho se propôs a marcar e contragolpear.
Cumpriu a primeira missão com louvor e a segunda de maneira suficiente para fazer um gol.
A equipe de Muricy pretendia pressionar, por isso marcou a saída de jogo do adversário, mas o maior tempo de posse de bola foi transformado em erros de passes e finalizações.
Nem o gol de Luis Fabiano tirou a tranquilidade dos campineiros e motivou o São Paulo.
A classificação da Ponte Preta foi inquestionável e o resultado dessa partida justo.
Sob controle
A Ponte Preta soube usar a ótima vantagem que conquistou no Morumbi.
Jorginho posicionou a equipe com uma linha de quatro na defesa e outra no meio de campo.
Rildo e Leonardo jogaram na frente.
A Macaca deixou o São Paulo tocar a bola até a linha que divide o gramado.
A dupla de atacante iniciou a marcação lá.
A ideia era ocupar espaços no campo de defesa e utilizar os contragolpes para ameaçar o adversário, que por necessitar da vitória certamente sairia para o jogo.
O apito inicial deu início ao previsível roteiro sobre a o andamento da partida.
Restava saber ver quem conseguiria executar o quê; ver quais seriam os detalhes do script.
Eles decidiriam de vez o resultado da semifinal da Copa Sul-Americana.
E foram os tais detalhes que garantiram o controle do primeiro tempo à Ponte Preta.
Precisão
O São Paulo teve a iniciativa de atacar e ficou mais com a bola, mas não foi superior.
A proposta de jogo do adversário incluía essa situação, desde que o goleiro Roberto não fosse ameaçado.
Isso aconteceu.
Nos 10 minutos iniciais, cometeu alguns erros defensivos, como o de Diego Sacoman, que originou a falta a um passo da área, ou a confusão da zaga na rebatida de cabeça com Roberto fora do gol.
Mas o adversário mentalmente fraco, tal qual mostrou ao longo dos 90 minutos, falhou nas finalizações.
E não apenas nisso.
Errou também na hora do último passe, aquele que deixa alguém em condição de finalizar.
Ademilson, na esquerda, se movimentou bem, chamou o jogo, todavia não concluiu direito nenhum lance.
Douglas, na esquerda, fez o mesmo.
Aloísio lutou muito e nada conseguiu.
Ganso parou na marcação de Baraka e Fernando Bob.
Dos laterais Paulo Miranda e Reinaldo, apenas o da esquerda produziu algo interessante na parte ofensiva.
Repetição e mérito
A suposta pressão são-paulina, cheia de arremates inofensivos em gol, obrigou Roberto a fazer apenas uma defesa no cabeceio de Rodrigo Caio.
A Ponte Preta finalizou duas vezes antes do intervalo. Nem precisou trabalhar a bola para levar perigo. Ambos os lances começaram com lançamentos longos.
Rodrigo Caio, aos 9, deixou o adversário cabecear e Rogério Ceni defendeu.
Aos 42, Fellipe Bastos, em cobrança de falta no meio de campo, lançou Uendel que estava do outro lado.
Douglas era o encarregado de marcar o lateral da Ponte, mas não o acompanhou.
Uendel foi à linha de fundo e tocou para Leonardo, livre, finalizar. Rodrigo Caio evitou o gol uma vez; no segundo chute o centroavante balançou q rede e levou à loucura a torcida no estádio de Mogi Mirim.
Ninguém pode afirmar que o resultado não era justo.
Uendel também foi o autor do passe para o 1×0 da Ponte Preta no Morumbi, quando Antonio Carlos fez contra e Douglas não atuou.
A equipe de Jorginho explorou o defeito do rival na marcação do lado direito que Muricy não conseguiu corrigir.
E isso, no futebol, chama-se mérito de entender e saber utilizar a dificuldade do outro time.
Sem força
O São Paulo precisava voltar do período de descanso pressionando para tentar desestabilizar a Ponte Preta.
Nem chegou perto de conseguir.
Perdido na parte emocional e repetindo falhas ofensivas, a equipe da capital jogou como um grande time derrotado.
Parecia cumprir o protocolo, pois não acreditava na própria capacidade de reverter a situação.
Desespero
Aos 16, Muricy foi para o tudo ou nada.
Wellington, ainda na etapa inicial, havia substituído Denilson que saiu por causa de uma indisposição estomacal.
O treinador usou as duas últimas alterações numa tentativa desesperada de reverter o cenário radicalmente desfavorável.
Tirou Ademilson e Paulo Miranda para Luis Fabiano e Welliton entrarem.
Assim, o São Paulo passou a ter três centroavantes, com Aloísio na direita, Welliton na esquerda e o outro entre eles.
Douglas foi para a lateral-direita porque é melhor que Paulo Miranda no apoio.
O time de Muricy passou a atacar com os dois laterais, Ganso centralizado e um dos volantes.
Havia três pivôs e era necessário alguém se aproximar deles.
As mudanças aumentaram bastante o espaço para a Macaca contra-atacar.
Tranquila classificação
O São Paulo arriscou diversos lançamentos para o trio de atacantes.
Eles exigiram mais dos defensores adversários, mas nem chegaram perto de tirar a tranquilidade deles.
Jorginho, aos 23, trocou o centroavante Leonardo pelo volante Magal.
Aos 28, substituiu Elias, que joga no meio, pelo atacante Adailton.
Aos 32, Chiquinho ocupou a vaga do cansado Uendel.
Gol e confusões normais
Aos 38, Luis Fabiano, de cabeça, empatou.
O gol não tirou a calma da Ponte Preta, que continuou evitando qualquer tipo de pressão ameaçadora do São Paulo.
Pouco antes do apito final, alguns atletas do time eliminado ficaram irritados com a catimba da Ponte Preta e o sumiço das bolas que saíam pela lateral e linha de fundo, houve troca de empurrões entre jogadores de ambos os times e nenhuma expulsão ou agressão mais forte.
Boa arbitragem
Foi uma arbitragem no estilo do futebol real, sem a marcação de qualquer falta, permitindo entradas na intensidade usual na maior parte dos campeonatos do mundo.
Não houve nenhum erro digno de críticas e muito menos interferência do sopro no placar.
O resultado do jogo e a classificação da Ponte Preta para a decisão foram justas.
Ponte Preta de novo foi melhor que o São Paulo: time de Jorginho impediu o de Muricy até de sonhar com a vaga na final
Fonte birner uol
28 de Novembro de 2013
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