Botafogo empata com São Paulo e não entra no G-4; Ceni supera Pelé

Time carioca perde chance de ultrapassar o Goiás, e tem ajuda da trave em noite que Ganso quase fez obra-prima, e Rogério atuou com a camisa 10

Fonte Globoesporte.com
O Botafogo tinha muito mais a ganhar e a perder do que o São Paulo. Talvez por isso tenha se contentado tanto com o empate. Ainda na luta pela vaga na Libertadores, a equipe voltaria ao G-4 com uma vitória, mas, depois do 1 a 1 no Morumbi, segue na quinta colocação, atrás do Goiás. Para os tricolores, livres do rebaixamento e preocupados com a péssima situação na semifinal da Copa Sul-Americana, o jogo valeu para reverenciar o ídolo Rogério Ceni.
Pela milésima centésima décima sétima vez ele defendeu o gol do São Paulo. Pela primeira vez usou a camisa 10, enquanto os companheiros entraram em campo com a sua 01. Homenagem que fica até singela diante de seu tamanho na história. O mito superou Pelé, que entrou em campo 1116 vezes pelo Santos, e passou a ser o jogador com maior número de partidas pelo mesmo time no futebol mundial.
Se Rogério decidir se aposentar ao fim deste ano, pode ter sido também seu último jogo oficial no Morumbi. Punido pelo STJD, o Tricolor terá de enfrentar o Coritiba, na última rodada, fora de seu estádio. Há também o risco alto de eliminação no torneio internacional. A equipe precisa vencer a Ponte Preta por três gols de diferença na quarta-feira, em Mogi Mirim.
Do lado botafoguense, o camisa 10 também se destacou. O craque Seedorf não brilhou, mas, com simplicidade, fez o time jogar. O meio-campo alvinegro não teve força de combate, e dependeu muito dos bons chutes do lateral Edilson. A equipe só melhorou no fim, com as entradas de Lodeiro e Bruno Mendes.
Apesar dos gols de Aloísio e Elias, e dos jogadores ajoelhados em protesto do Bom Senso F.C., a partida ficará marcada por jogada magistral de Ganso, que parou na trave.
Coincidências da tabela, São Paulo e Botafogo terão os mesmos adversários nas duas últimas rodadas. Os paulistas enfrentam o Criciúma no próximo fim de semana, e o Coritiba na sequência. Em ordem inversa, é claro, são os mesmos rivais dos cariocas. Ambos ainda lutam contra o rebaixamento.
Duas bolas paradas, dois gols, duas comemorações. Aloísio marcou em um movimento de "semi-voadora". Em posição duvidosa, após cobrança de falta de Douglas e desvio de Rodrigo Caio, abriu o placar no início do jogo. E castigou a bandeirinha de escanteio com sua celebração habitual.
Elias empatou após cruzamento de Seedorf e desvio de Rafael Marques. E com uma cara marrenta que combina muito mais com Cristiano Ronaldo do que com ele, disse: "Eu tô aqui!". Imitação da comemoração de um dos gols do português em sua monumental atuação diante da Suécia, na semana passada.
Foram os lances marcantes do molhado primeiro tempo no Morumbi. A chuva castigou torcedores e jogadores. O São Paulo foi mais time. Ganso teve liberdade contra os volantes botafoguenses, mas o ataque com Aloísio e Ademilson usufruiu pouco de seu futebol.
Apesar disso, o Fogão foi mais perigoso. Dois chutes de Edilson e um de Hyuri pararam no camisa 10 Rogério Ceni, que espalmou todas. A primeira, uma grande defesa. Seedorf não teve o mesmo espaço do outro camisa 10, já que Denilson o acompanhou de perto. Tão de perto, que o craque até pediu pênalti. Não foi atendido.
Ao fim do primeiro tempo, os são-paulinos avisaram o time: "É quarta-feira!". A Ponte Preta ainda está entalada na garganta.
A "quase" obra-prima de Ganso
Sabe-se lá quantos milímetros impediram que Paulo Henrique Ganso concluísse uma obra-prima no Morumbi. Ele invadiu a área e parecia sem solução quando colocou a bola entre as pernas de Júlio César e cavou, quase sem ângulo, por cima de Jefferson. A bola tocou a trave esquerda e rolou sobre a linha. O quase-gol mais bonito do Brasileirão.
O quase-gol, por sinal, deu o tom ao segundo tempo são-paulino. Além do mágico lance de Ganso, Ademilson e Antônio Carlos acertaram o travessão. O atacante ainda perderia outro ao chutar em cima de Jefferson após belo passe de primeira de Douglas, jogador cuja importância a torcida insiste em não reconhecer.
Com o meio escancarado, Oswaldo de Oliveira trocou Renato por Marcelo Mattos. Estava fácil demais transitar pela (não) marcação alvinegra. Lodeiro e Bruno Mendes também entraram. Com sangue novo, o Botafogo aumentou sua movimentação em campo e diminuiu o amplo domínio são-paulino.
Com mais equilíbrio, Muricy Ramalho respondeu com Luis Fabiano, que novamente começou no banco de reservas, e Osvaldo. As substituições do Fogão foram muito mais eficazes. O time ainda esboçou uma pressão no fim, mas Seedorf perdeu duas boas chances. Alívio para Ceni em mais um recorde.
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