São Paulo parece ter medo da casa da Ponte

Fonte ESPN/MauroC.P.

Fosse um jogo entre São Paulo e Libertad do Paraguai, contra o All Boys da Argentina, o Danúbio do Uruguai ou o Audax Italiano do Chile, seria mais compreensível. É óbvio que se está no regulamento da Copa Sul-americana, os dirigentes tricolores têm o direito de não querer jogar no Moisés Lucarelli. Mas também é estranho que eles tenham se empenhado tanto para evitar um estádio no qual o time atua pelo menos uma vez por ano.
E onde costuma vencer. Nas últimas dez partidas que disputou na cancha campineira, os são-paulinos venceram seis, com duas derrotas e dois empates. Nos oito duelos mais recentes no "Majestoso", os ponte-pretanos triunfaram uma só vez. E no Brasileiro deste ano, na mais recente visita do São Paulo ao estádio do seu adversário na semifinal do torneio internacional, vitória logo na primeira rodada (veja o vídeo abaixo).
Entenderia o receio ante um estádio menor e eventualmente acanhado se fosse um jogo em outro país, ante torcida possivelmente hostil e sob provável pressão. Não que tudo transcorra às mil maravilhas sempre para quem visita a Ponte, mas daí a evitar a ida ao Moisés Lucarelli, que conhece bem, me parece uma bela distância. O São Paulo poderia mostrar o regulamento, exigir total segurança e jogar lá. Sem medo.
A decisão soou mesquinha, pequena, incompatível com um clube tão grande. E tão maior do que a Ponte. E serviu para fazer as pessoas lembrarem da decisão da Copa Libertadores de 2005, quando em cenário semelhante o Atlético teve que levar de Curitiba para Porto Alegre o jogo no qual deveria ter o mando de campo. Na prática não teve. E os tricolores foram campeões continentais sem desafiar o rival em seus domínios.

Ficou mais feio ainda quando o Lanús, um emergente porém pequeno clube argentino, entrou na cancha do Libertad, que é ainda menor do que o "Majestoso". Num estádio para apenas 12 mil torcedores, o Granate foi mais longe, venceu o time paraguaio por 2 a 1. Aconteceu um dia depois de o São Paulo perder, de virada, para a Macaca por 3 a 1 no Morumbi com 53 mil pessoas. Um roteiro desastroso até aqui.
Torcedor que acompanha cegamente as decisões dos dirigentes parece gostar mais deles do que do próprio clube de coração. E não são poucos os que sequer pensam sobre o que está se passando, esses apenas concordam com a cartolagem. Estamos diante de mais um norma tão bizarra como várias leis existentes por aí — clique aqui e conheça algumas. Prato cheio para os Zé Regrinhas. Afinal, de que adianta um estádio grande se não for seguro? E outro, menor, não serve mesmo se oferecer segurança? Qual a lógica disso?
Tal história só teria uma salvação para o time tricolor: vencer, no Moisés Lucarelli, por, digamos, 3 a 0, e se classificar para a decisão da Copa Sul-americana. Em tempo: se isso acontecer e o adversário for o Lanús, nem percam tempo olhando as letras miúdas do regulamento. La Fortaleza, onde o time argentino recebe seus adversários, tem mais de 47 mil lugares.
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