Ex-são paulino pode levar time de RS 220 mil para Série A

Fonte ESPN

O reforço vinha com contrato até o final do ano. Ao desembarcar em Juazeiro do Norte, no entanto, mudou de ideia, arrumou as malas e, sem comunicar a diretoria, abandonou o hotel em que estava hospedado com menos de uma semana no novo clube.
O motivo? Ficou assustado com a estrutura do Verdão do Cariri.
"Ele foi embora de madrugada. Não falou nada para ninguém. Comprou a passagem e se mandou. No fim das contas, não era nada do que pensava", conta o técnico Sidney Moraes ao ESPN.com.br.
Jackson era uma das primeiras contratações do comandante, que havia sido anunciado no começo daquele mês. Naquela altura, encontrou um time que vinha de derrota para o ASA e entrava na zona de rebaixamento da Série B. O objetivo, ele não esconde, era fugir da degola. Nem mesmo o torcedor mais otimista poderia imaginar, portanto, que cinco meses depois a equipe entraria em campo, neste sábado, contra a Chapecoense, brigando pelo acesso.
Na quarta posição do campeonato, com 59 pontos, o Icasa conseguiu o inimaginável.
"Quando cheguei aqui, o que me foi passado é que a meta era a manutenção na segunda divisão. Não era nenhum absurdo considerando a folha de pagamento de R$ 220 mil e a estrutura muito precária. Não temos sala de musculação, vestiário para jogadores trocarem de roupa antes do treino, o piso do gramado é duro", descreve Sidney.
Em sua segunda experiência no banco de reservas, o ex-jogador de São Paulo, Fluminense e Sport resolveu, ainda assim, encarar o desafio. Não se arrependeu.
Na terra do Padre Cícero, padroeiro dos nordestinos, o treinador de 36 anos tem hoje proposta para receber o título de cidadão juazeirense na Câmara Municipal, carrega quatro sondagens para o ano que vem - uma do Fortaleza e outras três do interior de São Paulo - e sonho com voos ainda mais altos em 2014. Talvez até mesmo na Série A.
Para conseguir chamar a atenção do mercado, o discípulo do Padim Ciço, como é conhecido o santo, faz os seus ‘milagres'.
A logística para viagens é complicada. Para pegar um voo, às vezes é preciso se dirigir ao aeroporto às 2h30 da madrugada. Na volta, por conta de todas essas dificuldades, quase nunca sobra tempo para folga. A recuperação fica ainda mais comprometida pela falta de estrutura. No estádio Romeirão, a prefeitura só autoriza treinos uma vez por semana. A alternativa é ir até a cidade vizinha Crato. Mesmo no CT do clube, a prioridade é das escolinhas. Enquanto isso, na academia os atletas dividem os aparelhos com outras pessoas.
"É uma Copa do Mundo para mim e para os jogadores", resume Sidney, cuja carreira como técnico se iniciou em 2011, no Boa Esporte.
Mais velho apenas que Dado Cavalcanti, do Paraná, nas três principais divisões do Brasileiro, e formado ao lado de nomes como Oswaldo Oliveira, Levir Culpi e Cilinho, o ex-volante faz história e pode colocar o primeiro time do interior do Nordeste na elite na era dos pontos corridos.
Sidney pagou para ver e está colhendo.
Só falta fazer chover no Sertão do Cariri.
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