A festa estava toda pronta para o São Paulo. Morumbi com mais de 53 mil torcedores, Rogério Ceni empatando com Pelé em número de partidas por um mesmo clube (1.116 jogos). E o time parecia disposto a ser o único grande do estado na Libertadores de 2014. Mas a Ponte Preta não foi avisada e, ao melhor estilo da seleção uruguaia na Copa de 1950, aprontou na casa do adversário ao vencer o primeiro duelo da semifinal da Sul-Americana por 3 a 1.
A segunda partida será na quarta-feira, em Mogi Mirim. Antes, o São Paulo voltará a jogar neste domingo, pelo Brasileirão, contra o Botafogo.
O Tricolor precisa, agora, bater a Macaca por três gols de diferença para ir à final. Caso o São Paulo vença por dois gols, tem de marcar, no mínimo, quatro vezes. Triunfo tricolor por 3 a 1 levará a definição para a disputa de pênaltis.
Debaixo de chuva, o Tricolor começou a partida no ataque, dando a pinta de que poderia vencer. Aos 20 minutos, Aloísio aproveitou a falha de Diego Sacoman, fez a jogada pela direita e deu o toque para Ganso. O camisa 8 dominou com categoria, tirou a marcação e mandou cruzado no canto esquerdo para abrir o placar.
O empate da Ponte saiu no fim do primeiro tempo. Uendel driblou Denilson e cruzou. Na área, Antônio Carlos tentou desviar, mas colocou para o fundo da rede de Rogério.

Ademílson tenta cabeçada no meio-campo
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Para mudar o jogo, Muricy mexeu na equipe ao colocar Wellington no lugar de Lucas Evangelista. Não surtiu efeito. Logo aos sete minutos, a Ponte cobrou escanteio na esquerda, Fernando Bob chutou e Rogério se esforçou para defender. No rebote, Leonardo completou.
No desespero, Muricy colocou Luís Fabiano no lugar de Maicon. O camisa 9, por sinal, começou um jogo no banco pela primeira vez desde 2001 vestindo a camisa do São Paulo. Mas também não deu certo.
A Ponte ainda ampliou, com Uendel, que recebeu dentro da área e chutou. A bola desviou em Wellington e tirou qualquer chande de defesa de Ceni.