Para Luís Fabiano, a partida desta quarta, no Morumbi, tem um gosto especial. Além de poder ajudar o Tricolor a garantir uma vaga na final da Copa Sul-Americana, o camisa 9 vai enfrentar o time que o projetou para o futebol, a Ponte Preta.
Mais de uma vez, o atacante declarou que jogar contra a equipe de Campinas e marcar um gol era como “bater na mãe”. Se o raciocínio for válido, podemos dizer que ele é um filho ingrato. Afinal, em seis partidas contra a Macaca desde 2001, ele já marcou sete gols.
Até mesmo na estreia de Muricy Ramalho pelo São Paulo, neste ano, quando o time vivia a sua pior crise na história, o centroavante resolveu a situação ao deixar a sua marca.
A relação de Luís Fabiano com a Ponte começou muito antes de ele dar os primeiros passos no futebol profissional. O avô do Fabuloso, seu Benedito, era torcedor fanático da Macaca e sempre via as partidas no Moisés Lucarelli ao lado do neto — que, depois, atuaria na Macaca entre 1998 e 2000.
“Meu avô foi o cara que me deu mais força no futebol, foi o número um. Ele via todos os jogos da Ponte”, lembra-se o atacante, que foi criado por seu Benedito, morto em 2000.
“Sempre que conquistei alguma coisa, pensei no meu avô. Queria que ele estivesse presente, vendo tudo o que aconteceu na minha carreira.”
Time do coração/ Luís Fabiano nunca escondeu de ninguém que tem um carinho especial pelas duas equipes: a Macaca e o Tricolor.

“Sempre fui ponte-pretano, mas foi no São Paulo que me tornei o que sou hoje. Passei a gostar do clube de uma maneira que não tem explicação. Mas sempre citando também a Ponte Preta”, diz o atacante.
Criticado por muitos pela má fase, o Fabuloso teve de ouvir brincadeiras de alguns colegas ontem, no treinamento. Perguntavam se ele contaria outra vez a história de “bater na mãe”. Confiante, o camisa 9 se lembrou do excelente retrospecto.
Ou seja, é bom a mãe, ou melhor, a Macaca se preparar.