"Contra o Bahia especificamente, foi uma guerra. Graças a Deus, fizemos o gol logo no início, antes das expulsões. Isso mostra que está todo o mundo correndo, dando a vida pelas vitórias", vibrou o zagueiro Edson Silva, que credita ao técnico Muricy Ramalho a mudança de postura da equipe. "Quando ele chegou aqui, encontrou o grupo cabisbaixo, desmotivado pela sequência de vitórias. Ele mexeu com a gente."
Autor do gol que deu os três pontos ao São Paulo em Salvador, afastando o time ainda mais da zona de rebaixamento, o atacante Aloísio é outro símbolo da reabilitação. Ele não conseguia balançar as redes há 11 partidas - desde 5 de setembro, diante do Criciúma.
"Estava até com saudades de dar entrevistas depois do jogo", sorriu o atleta, assim que apareceu na sala de imprensa do CT da Barra Funda nesta tarde.
O atacante foi mais um a enaltecer a vitória heroica sobre o Bahia. Assim como Edson Silva, ele preferiu deixar a individualidade de lado para valorizar os feitos do grupo - como gosta Muricy Ramalho.
"O meu gol foi importante, mas a vitória mais ainda. Os meus companheiros se doaram e saíram esgotados de campo. O Edson Silva e o Rogério estavam no chão depois do jogo. Todo o mundo correu até o final", vibrou.

Neste meio de semana, no entanto, o São Paulo terá que se esquecer momentaneamente de sua reabilitação no Campeonato Brasileiro para se concentrar na Copa Sul-americana. A delegação viajará ainda nesta segunda-feira para o Chile, onde enfrentará a Universidad Católica pelo jogo de volta das oitavas de final na quarta. A partida de ida terminou empatada por 1 a 1.
"Temos que continuar assim. O São Paulo está em uma crescente muito boa, procurando trabalhar da melhor forma possível para sair com as vitórias. No Chile, não pode ser diferente", pregou Aloísio, apesar de Muricy planejar preservar alguns titulares diante da Universidad Católica.