Presidente da Confederação Brasileira de Futebol de 1990 a 2012, Ricardo Teixeira teve sua autorização para declarar residência em Andorra, um dos menores países da Europa, retirada após a revelação de novos escândalos de desvio de dinheiro do ex-cartola. A informação é do jornal "O Estado de S.Paulo".
Segundo a publicação, Teixeira declarou residência no país do velho continente para evitar extradição para o Brasil em caso de convocação da Justiça brasileira. O acesso a documentos judiciários obrigaram Andorra a revisar o direito de Teixeira residir no local.
Como Andorra não tem acordo de extradição, caso Teixeira passasse 150 dias por ano no local e movimentasse pelo menos 400 mil euros (R$ 1 milhão) em contas do país, teria direito a residir no local.
Ainda de acordo com o jornal, Andorra era o destino final do dinheiro da renda dos amistosos da seleção brasileira durante o mandato de Ricardo Teixeira no comando da CBF em esquema com o atual presidente do Barcelona, Sandro Rosell. O catalão representa a Uptrend, empresa norte-americana que solicitou à ISE, que negocia os amistosos do Brasil até 2022, para que fizesse grande parte dos seus depósitos milionários em Andorra, onde é permitido o sigilo de contas bancárias e de seus proprietários.

O destino do dinheiro foi o AND-BANK, que tem escritórios em São Paulo. No último mês, Rosell admitiu "honorários" por amistosos da seleção.
Teixeira havia pedido residência em Andorra em setembro do ano passado e comprovou à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, através de documentos que não tinham irregularidades. No entanto, a polícia do país europeu mudou a opinião do governo local após receber indicações de fraudes.
