O São Paulo conseguiu uma vitória sensacional, daquelas que os torcedores não esquecem, contra o Bahia!
A arbitragem prejudicou o time do Morumbi.
O volante Denilson fez o mesmo quando foi expulso.
Houve três períodos futebolísticos, não cronológicos, diferentes durante o jogo em Salvador.
Primeiro: superior e prejudicado
Enquanto o time atuou com todos os jogadores, levou perigo ao gol de Marcelo Lomba e só permitiu ao adversário chutar de fora da área.
Marcou dois gols legais, mas foi prejudicado pela arbitragem
Aos 7 minutos, depois do cruzamento, Marcelo Lomba rebateu a bola, errou, e Paulo Miranda com a sola do pé balançou a rede.

O soprador viu uma falta que não houve. Seria solada caso houvesse a disputa de bola, dividida ou jogada perigosa para o goleiro do Tricolor de Aço.
Nada disso aconteceu.
Aos 23, Aloísio, após o belo lançamento de Rafael Toloi, ficou de frente para o goleiro do Bahia e encheu o pé para fazer 1×0.
Naquele momento, além de ser superior na parte ofensiva, o São Paulo também ganhou a chance de contra-atacar, em especial pelos lados.
Segundo: o inadmissível erro e os contragolpes
Denilson destoava do restante da equipe. Parecia sempre atrasado nas jogadas.
O Bahia tinha dificuldades para criar porque Ganso foi muito bem na parte defensiva, assim como Ademilson e Maicon.
Aos 33, o volante cometeu o erro inadmissível, tolo, e mudou a cara do jogo.
Fez falta, com a sola, em Wlliam Barbio. A jogada não oferecia riscos ao goleiro Rogério Ceni.
Sandro Meira Ricci tinha duas opções: mostrar o cartão amarelo ou o vermelho.
Ele expulsou o volante e eu não questionarei a decisão do árbitro. Tomou a decisão correta.

Muricy decidiu tirar Ademilson e colocar Wellington. O treinador posicionou duas linhas de quatro no campo de defesa, abriu mão da posse de bola, permitiu ao Bahia ficar com ela no campo de ataque, e deixou Aloísio adiantado para os contragolpes.
O Bahia começou a pressionar, apesar de não conseguir entrar na área do São Paulo trocando passes.
O 4-2-3-1 preparado por Cristovão Borges tem Marquinhos Gabriel e Willian Barbio pelos lados da linha de três e Helder no centro dela.
Os laterais Madson e Raul apoiam constantemente.
Tentam, nos cruzamentos, aproveitar as poucas virtudes de Fernandão, centroavante alto, pesado, que faz o trabalho de pivô e gosta da jogada aérea.
O volante Feijão também avança para ajudar na criação e chutar de média e longa distâncias.
Terceiro: ataque contra defesa e rigor exagerado
O Bahia passou o restante do primeiro tempo e o começo do segundo dependendo de cruzamentos e chutes de fora da área.
Cristovão Borges fez exatamente o que devia.
Trocou o volante Feijão pelo meia Wrangler e Wiiliam Barbio por Souza.
A equipe, repito, dependente de levantamentos de bola na área, passou a ter dois centroavantes altos, continuou com 3 jogadores na meia e o apoio constante dos laterais.
Não havia necessidade da presença de ninguém além da dupla de zaga, pois só Aloísio, de vez em quando, e Douglas, raramente, foram acionados nos contra-ataques. Os dois nunca ficaram na frente, ao mesmo tempo, esperando o lançamento.
Aos 32, começou o terceiro tempo do jogo.
Souza fez falta e recebeu cartão amarelo.
Maicon queria a expulsão do atacante.
Sandro Meira Ricci acertou ao punir o jogador do Bahia com o amarelo.
O atleta do São Paulo aplaudiu, ironicamente, a decisão do soprador e foi expulso.
Toda hora os atletas fazem isso, gritam, reclamam e quase nunca são excluídos do jogo.
Por causa do critério deles, discordo do soprador.
Mas isso não me impede de achar que Maicon poderia ter evitado e deixou os nervos falarem mais alto que a razão. Tinha obrigação de nem dar chance de o responsável pelas regras mandá-lo para o vestiário.
Errou também.

Muricy, que havia trocado Aloísio, cansado, por Welliton, substituiu o reserva por Fabrício.
Ficaram as duas linhas de quatro atrás e ninguém na frente.
O restante do confronto teve o Bahia no entorno da área do São Paulo pressionando em busca de espaço para articular a chance clara e arriscando cruzamentos, e a equipe de Muricy se defendendo com garra, bravura e muita inteligência.
Foi uma vitória digna de ser comemorada intensamente pela nação são-paulina.
Resultado justo e insanidade sem limite
Ninguém poderá dizer que o árbitro ajudou o São Paulo.
Me impressionou o fato de o centroavante Souza sair de campo reclamando do soprador.
Será que estava irritado ou realmente não tem noção de nada?
O Bahia foi incompetente para criar chances claras contra a equipe com oito atletas na linha.
As virtudes defensivas do São Paulo bastaram para o time sair de Salvador sem tomar gol e em situação tranquila na tabela de classificação.
Uma autocrítica de Souza, mesmo feita de maneira silenciosa, será mais útil que a procura por desculpas.
Resultado justo.

Imagens de Rubens Chiri/saopaulofc.net