A partida deste domingo, às 16h, em Salvador, contra o Bahia, é vista como mais uma decisão para Ademilson. De olho no futuro, o atacante tenta garantir o seu lugar na equipe titular e afastar o fantasma do rebaixamento que ronda o São Paulo.
Autor do primeiro gol da vitória por 3 a 0 do Tricolor sobre o Náutico, na quarta-feira, no Morumbi, ele cavou seu espaço no time desde a chegada de Muricy Ramalho ao clube.
O jovem de 19 anos, no entanto, promete: não vai se acomodar. Ele deseja continuar ouvindo a torcida gritar o seu nome, o que é uma prova de como as coisas estão mudando para melhor neste segundo semestre. Afinal, quando o time era comandado por Ney Franco e Paulo Autuori, ele geralmente frequentava o banco de reservas e, em algumas ocasiões, nem sequer era relacionado.
“É importante para todo jogador continuar dessa maneira, ganhando e saindo da zona do rebaixamento. Essa é a fase que todo mundo quer ter. Ainda mais para alguém como eu, que não vinha jogando, conseguir entrar, dar passes e fazer gol”, comemora Ademilson.
Pequenino Henry/ Logo quando surgiu nas categorias de base do Tricolor, Ademilson chamou a atenção de todos não só pelos gols e pela habilidade. No time então comandado pelo ex-jogador Zé Sérgio, ele virou Ademi Henry, por causa da semelhança física com o atacante francês Thierry Henry. “Até hoje tem gente que me chama de Henry”, conta o camisa 11.
Quando subiu para o time profissional, porém, ele ganhou mais um apelido. O ex-companheiro Lucas, atualmente no Paris Saint-Germain, viu uma vez o filme “O Pequenino” e achou o protagonista parecido com o amigo. Não deu outra e o apelido pegou.
“Isso era coisa do Lucas. Prefiro ser o Henry (risos), mas não ligo. Levo tudo isso na brincadeira”, garante o atacante.
Deixando os apelidos de lado, ele está mais interessado em ajudar o Tricolor a faturar mais três pontos. A torcida agradece e espera ver outra boa atuação para gritar o nome de Ademilson, Henry, Pequenino...