A briga entre são-paulinos e policiais militares no clássico de domingo não vai passar em branco. Autoridades prometem fechar o cerco contra os torcedores envolvidos na batalha do Morumbi. O objetivo é punir com maior rigor quem protagoniza cenas de violência.
O Ministério Público de São Paulo já entrou com pedido de multa de R$ 30 mil e suspensão por 120 dias dos estádios das torcidas organizadas Independente, do São Paulo, e Gaviões da Fiel, do Corinthians. O órgão promete entrar também com uma ação cível para solicitar a extinção da Independente.
Já a polícia pretende autuar os brigões no artigo 288 do Código Penal por associação criminosa. “Estamos trabalhando para identificar esses torcedores (que brigaram) e instaurar inquérito por formação de quadrilha”, afirma a delegada Margarete Barreto, titular do Decrad (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
Caso a polícia obtenha êxito na investigação, os torcedores teriam suas penas agravadas. “Assim, seria somado o crime que o indivíduo cometeu no estádio, como a lesão corporal, com pena de até cinco anos, à punição por associação criminosa, de até três anos”, analisa o jurista Luiz Flávio Gomes.

A força-tarefa não para por aí. O Ministério do Esporte deve se reunir nesta semana com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, a fim de discutir o caso, bem como a implantação de uma delegacia exclusiva para os casos de violência nos estádios.“Está na hora de o Estado endurecer com os esses torcedores violentos”, afirma Paulo Castilho, diretor do Departamento de Defesa do Torcedor do Ministério do Esporte.
Até a implantação de um sistema de controle facial, a fim de identificar quem arranja confusão, é estudada pela Federação Paulista de Futebol. Porém, o alto custo do equipamento, cerca de R$ 100 mil por partida, dificulta a operação.
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