Herdeiro de rivais, cartola do São Paulo sente 'gosto diferente'

Fonte Folha de S. Paulo
Gerente executivo de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira (dir.) ao lado do vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes
Para o gerente executivo de futebol do São Paulo, Gustavo Vieira de Oliveira, 36, é impossível considerar o clássico contra o Corinthians como só mais um jogo de futebol.
Filho de Sócrates e sobrinho de Raí, o advogado não esconde que o encontro entre os dois times com histórias marcadas por sua família tem sabor fora do comum.
"São Paulo e Corinthians já é um jogo especial por si só. O fato de ter um pai ídolo corintiano e um tio ídolo são-paulino me traz o privilégio de ter um gostinho diferente", afirma o dirigente.
Esse será o primeiro clássico de Oliveira desde que foi oficializado como executivo são-paulino. Sua contratação foi anunciada um dia depois do empate sem gols com o Corinthians, em 28 de julho, pelo primeiro turno do Brasileiro, partida em que já tinha acompanhado o grupo.
Ou seja, no auge da crise do São Paulo, o presidente Juvenal Juvêncio entregou parte do planejamento do time a um dirigente profissional que nunca havia trabalhado na função, e filho de um dos maiores dos ídolos do rival.
"É curioso, mas minha relação com o São Paulo era suficientemente sólida para que qualquer rejeição da torcida fosse diluída", disse Oliveira, que já auxiliava na elaboração dos contratos do clube.
"E outra, meu pai era supraclube. Mesmo muito identificado com o Corinthians, sempre se colocou acima dessa história de clubismo, que é meio prosaica. Não podemos gostar ou não de algo só por causa do time. Isso é pobre demais", comentou.
E o que Sócrates, morto em 2011, pensaria ao ver o filho como responsável pela busca de jogadores para o São Paulo? Nada, segundo o filho, com a certeza de quem lembra que o pai jamais o recriminou por torcer para o rival.
"Meu pai pregou a democracia a vida toda", afirmou o descendente do articulador do movimento "Democracia Corintiana", nos anos 1980, que lutou pela redemocratização do Brasil e aboliu as concentrações pré-jogo.
Do tio, camisa 10 do São Paulo na conquista dos títulos da Libertadores em 1992 e 1993, herdou a ligação com o Morumbi e o tipo físico.
"De longe, as pessoas me confundem com ele", brincou, sobre a fama que só agora ele passou a conhecer. "Meu pai não nos envolvia no mundo do futebol, que é mais superficial. Costumava nos preservar."
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