1- Por essa, poucos esperavam: assustado com o fantasma do rebaixamento, desfalcado de seus mais experientes jogadores (Rogério Ceni e Luís Fabiano), como poderia o São Paulo suportar a força do líder Cruzeiro e ainda por cima no Mineirão? Seria derrota na certa.
Mas não foi, até pelo contrário. Armado com sabedoria por seu técnico, Muricy Ramalho, o tricolor anulou as principais peças do líder, congestionou o meio- campo e ainda contou com a sorte dos vencedores quando, ainda no primeiro tempo, Willian perdeu gol certo, em façanha digna de pertencer ao “Inacreditável Futebol Clube”: em uma das poucas jogadas bem tramadas pelo Cruzeiro, Ricardo Goulart entrou na área, chutou, o goleiro Denis rebateu e o ex- corintiano fez o mais difícil- com o gol escancarado, acertou a trave.
Esse gol não feito poderia ter mudado a história do jogo. Mas a noite era do São Paulo que, no segundo tempo, depois de dominado durante dez minutos pelo inimigo, também atacou e encontrou seus gols da vitória: o lateral- direito Douglas fez o primeiro, o lateral-esquerdo Reinaldo marcou o segundo.
E gostei da atuação de Paulo Henrique Ganso, agora mais confiante e disposto a arriscar seus chutes de fora da área, comuns em outras épocas, redivivos contra o Cruzeiro.