A vitória redentora de Muricy Ramalho e Paulo Henrique Ganso no Mineirão

Fonte ESPN/André Rocha
A 27ª rodada do Brasileiro se apresentava complicada para o São Paulo com as vitórias de Criciúma, Ponte Preta, Bahia e Vasco, todos concorrentes na fuga da zona de rebaixamento.
Mas principalmente pelo confronto fora de casa com o líder e virtual campeão Cruzeiro, invicto no Mineirão desde sua reabertura - 20 vitórias e apenas um empate. Ou desde maio de 2010, em um revés...para o São Paulo pela Libertadores.
Sem Antonio Carlos, Rogério Ceni e Luis Fabiano, o tricolor paulista precisaria de outras lideranças para equilibrar as forças. E elas vieram de Muricy Ramalho na formação e na estratégia e de Paulo Henrique Ganso como referência técnica.
Alternando o 4-3-1-2 e 3-4-1-2 de acordo com a movimentação de Rodrigo Caio na sobra ou à frente de Paulo Miranda e Edson Silva, o foi taticamente preciso: bloqueou as diagonais de Everton Ribeiro e Willian e as infiltrações de Ricardo Goulart, que se aproxima de Borges no habitual 4-2-3-1 de Marcelo Oliveira.
Mas o São Paulo não se defendeu apenas ou especulou com "Muricybol". Avançou com os laterais Douglas e Reinaldo apoiando como alas para cima de Egidio e Ceará. Também trocando passes com qualidade no meio pelos pés de Rodrigo Caio, Maicon e um Ganso que vai evoluindo e retomando um futebol que dava impressão de ter se perdido de vez.
Não em Belo Horizonte. Participativo sem a bola, mais móvel para se livrar da marcação de Nilton, o camisa oito distribuiu o jogo, lançou, cobrou falta com perigo, acertou quatro dribles, cometeu duas faltas, finalizou três vezes e efetuou dois desarmes (Footstats). Enfim jogou.
É óbvio que o inacreditável gol perdido por Willian no primeiro tempo poderia ter mudado todo o contexto. Mas o São Paulo foi competente como nunca em 2013. Talvez a atuação só guarde comparação com a do Morumbi pelas oitavas de final da Libertadores. Contra o campeão Atlético, outro mineiro. Até a tola expulsão de Lúcio que pulverizou as chances da equipe dirigida à época por Ney Franco.
Desta vez não houve vilões. Ademilson deu os passes para os gols de Douglas e Reinaldo. Herois improváveis de um duelo equilibrado: o Cruzeiro teve mais posse de bola (54%) e desarmes (25 a 21), mas finalizou menos - 14 a 12, seis para cada lado na direção da meta. Nos dribles certos, ampla vantagem dos visitantes: 14 a 6.

São Paulo variou taticamente de acordo com Rodrigo Caio, apoiou com os laterais e criou com o Ganso, travando e envolvendo o 4-2-3-1 cruzeirense.
A essência do triunfo inesperado, porém, vem de Muricy e Ganso. Uma vitória com ares de redenção para uma dupla que parecia ter deixado em algum lugar do passado o brilho que ressurgiu no Mineirão.
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