Ontem o Fabio Fognini fez exatamente isso contra o temido Nadal por um set e meio. Entrou em quadra, ganhou o primeiro ser por 6/2, foi jogando melhor a cada game, abriu 4/1 no segundo set e em todas as chances de quebras que o espanhol tinha ele jogava um ponto incrível. Salvou um, dois, três e mais um monte de chances de quebra com bolas incríveis. Pensei em certo momento o que mais ele precisava fazer. Quanto mais ele tinha que elevar seu tênis para vencer o Nadal?
Infelizmente para o italiano do outro lado tinha um Rafael Nadal com sangue nos olhos esperando sua chance. Ela conseguiu a quebra, esperou o momento certo e em pouco mais de 40 minutos resolveu o que parecia impossível. Ganhou 2/6 6/4 6/1 e passou para a semi.
Parece incrível. Ontem à noite, antes do jogo, criei um reboliço no Twitter ao dizer que achava que para o time do São Paulo faltava o sangue nos olhos do Nadal e seu olhar compenetrado. Faltava gostar da situação adversa e mostrar que atleta gosta de desafios e não foge deles. Falei que achava que o time precisava olhar uns três games o jogo do Nadal e entender o que é ter atitude. Em pouco mais de uma hora meu Twitter bombou de pessoas comentando e gente dando RT para todo lado. Ficou claro mais uma vez que o Nadal pode até ser considerado de outro planeta, mas exerce a simples característica de lutar por todos os pontos e até a última bola ou último minuto. Ele tem um caráter de atleta que sabe o que quer, sabe o seu valor e joga com amor ao esporte e a sua profissão.
Ele mais uma vez deixa um ensinamento para os que quiserem ver...
Os tenistas precisam aprender todo dia que jogo se ganha com atitude. O São Paulo pode tentar copiar a atitude dele para sair desse calvário.
