Para dois dirigentes do ouvidos pelo blog, a equipe decepcionou pela apatia na derrota diante do Santos. E Juvenal decidiu trocar Paulo Autuori por Muricy justamente por acreditar que o elenco precisava de uma injeção de ânimo. Ele queria um comandante capaz de dar tapa na mesa e intolerante com falta de vibração.
Com o time de volta à zona de rebaixamento, Juvenal fez como em outras vezes e assumiu o controle da situação. A diferença é que agora o treinador disse que pediu a presença do presidente no CT do clube para motivar a equipe.
JJ esteve na quinta e na sexta por lá. Ele participou da decisão de antecipar a concentração do time para a partida no Morumbi.
A resolução foi tomada numa reunião entre ele e Muricy. Ficou decidido que os jogadores se concentrariam na quinta, poucas horas depois da definição e um dia antes do que é o costume no clube.
É comum no futebol brasileiro treinador antecipar o confinamento de atletas quando acha que tem gente exagerando nas noitadas. A direção são-paulina nega que seja esse o caso.
Assim, o jogo com o Vitória é um novo teste para o estilo de Juvenal, que assume o volante nos momentos mais críticos, virando diretor de futebol e até membro influente da comissão técnica.

Em abril, diante do risco de o São Paulo ser desclassificado na primeira fase da Libertadores, o presidente fez uma imersão no CT e deu certo. A equipe bateu o Galo por 2 a 0, garantindo vaga nas oitavas-de-final. Porém, foi eliminada pelo mesmo rival em seguida.