"Eu sempre pedi uma chapa única, mas acho difícil nessas alturas. Carlos Miguel Aidar foi lançado pelo Juvenal, que disse que daria quatro nomes para se decidirem entre si, mas tomou a decisão para si e lançou o Carlos", afirmou ao Terra, antes de lembrar que mantém relação boa com o opositor. "Carlos Miguel Aidar é muito meu amigo. Trabalhei com ele, temos uma ligação muito estreita. Acho que é um grande candidato, pena que tenha brigar com o meu amigo, preferia com um inimigo".
O pleito são-paulino está previsto para o mês de abril do próximo ano. A distância até a disputa é a explicação usada por Kalil Abdalla para ainda não ter definido um planejamento para o seu mandato. O candidato contou que ainda conversa junto aos associados para saber as principais necessidades.
"Eu não tenho ainda plataforma pronta, estamos elaborando a plataforma de serviço. Estou escutando os sócios, a eles que tenho me dirigido constantemente para tomar informações", explicou.
Ao Terra, o principal nome da chapa da oposição ainda comentou sobre a divisão de torcidas no Morumbi, seu relacionamento com conselheiros, mudanças no futebol, suas principais ideias para comandar a equipe, a relação com os presidentes rivais, entre outros assuntos. Confira:
Relação com o conselho
"Jamais pensei em ser presidente do São Paulo. mas, diante do apelo de diversos conselheiros que estão incomodados com a atual gestão, fui convocado por eles. Sou um candidato da oposição, mas mantenho um contato muito forte com a situação. Fui diretor jurídico, temos um vinculo, por ser amigo de todos, resolvi lançar meu nome. Eu não era elemento da oposição, a oposição que me convocou e como tenho muitos amigos na situação, pedi afastamento do cargo de diretor. Eu não rompi, não houve briga maior. achava desconfortável ser da oposição e estar na situação, por isso pedi o afastamento. Tenho um trânsito total, sou o nome mais benquisto do conselho".
Mudanças para o futebol
"O São Paulo é muito grande, temos que separar a parte social e o futebol. Nós pretendemos muita coisa para o futebol, temos visto diversas deficiências. Ganhar todo mundo quer ganhar, mas não é possível. não dá para ser unânime sempre ganhando, mas não podemos chegar à situação deste ano de chegarmos quase ao descenso".
Forma de governar
"Não agirei como Juvenal age, tenho uma direção que não tenho nenhum nome escolhido. Na eleição do São Paulo só o presidente é eleito, todos os dirigentes são compostos pelo presidente e esse meu grupo irá escolher. Estes responsáveis pelo cargo é que irão dirigir o São Paulo, o presidente só irá coordenar. Os dirigentes de futebol terão total autonomia, irão indicar o nome e o presidente só vai assinar. Pretendemos agir desse jeito. Vou participar de tudo, mas quem vai dirigir o São Paulo serão os diretores".
Futuro de Rogério Ceni

Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
"Ele tem contrato vigente até o fim do ano, não sei se vai ser renovado, se vai encerrar a carreira, isso vai depender dele. Se ele encerrar em dezembro, só vou assumir em abril, não sei o que vai acontecer nesse tempo. Rogério é um mito dentro do São Paulo, não há quem não goste desse atleta. Não posso te definir o que tenho para o Rogério, com certeza vai participar da vida do São Paulo, mas o que ele virá a ser não sei".
Futura diretoria e Marco Aurélio Cunha
"Por enquanto não escolhi ninguém, Marco Aurélio é meu amigo, foi diretor do São Paulo, participou de outras agremiações de futebol. Não incomoda isso, eu inclusive fui advogado da Francana, então não vejo problema dele ter trabalhado profissionalmente. Marco Aurélio não tem nenhum impedimento, pode ser aproveitado na nossa diretoria. Tenho grande interesse nele, mas não tenho cargo de ninguém, nenhum cargo tem elemento escolhido".
Relação com os presidentes rivais
"Sou muito amigo dos presidentes rivais. Luís Álvaro foi colega da primeira série de ginásio, fui colega faculdade do Belluzzo, na Portuguesa tenho ligação com o Magalhães e com o próximo presidente, o Luis Iaúca. Do Palmeiras nem se diga, Paulo Nobre assinou contrato aqui comigo na Santa Casa, onde por dois jogos estampou o nome da instituição na camisa. O único que eu não conheço e não tenho ligação, mas tenho referências elogiosas, é o Mario Gobbi".
Clássicos no Morumbi
"Sou visceralmente contra o que o Juvenal fez de colocar a torcida em um canto, 5%. Sou a favor de colocar metade metade ou de nem isso, quem comprar ingresso vai. As torcidas devem ser mais civilizadas, agora estádios serão sem alambrado. E daria 60% para o time que ganhar e 40% para o time que perder, É o mais justo. não concordo com 5%, ficar no cantinho do Pacaembu, mas se não deixarem eu ir jogar no Itaquerão, não deixarei aqui. Não queremos ver o que teve na Turquia, em Brasília, está nas horas de darmos as mãos no futebol. Se todo mundo concordar, está fechado desde já. aquilo de 5% para mim acabou. Se forem esses presidentes, essa ideia minha será imposta".

Foto: Bruno Santos / Terra