O desafio de Muricy Ramalho no São Paulo

Fonte Diário de São Paulo
Muricy já era o preferido da torcida quando Ney Franco deixou o Morumbi
Desde 2004, a rotina de trabalho de Muricy Ramalho tem sido batalhar na parte de cima da tabela. Foi assim em São Caetano, Internacional, Palmeiras, Fluminense, Santos e no próprio São Paulo, onde se transformou em ídolo entre 2006 e 2009. Agora, quatro anos depois, Muricy retorna ao Morumbi com uma missão que só viveu no início da carreira: a de salvar times do rebaixamento.
Medo? O treinador não levou mais do que trinta minutos para aceitar a oferta tricolor, após reunião realizada na tarde de ontem. Pouco tempo antes, Paulo Autuori havia sido demitido, para surpresa de muitos.
Até do próprio Muricy. “Ele não estava contando com essa possibilidade agora”, admite um amigo. O treinador, desempregado desde maio, quando foi demitido pelo Santos, tinha uma conversa inicial para assumir o Internacional no ano que vem, já que Dunga está cotado para trabalhar à frente da seleção japonesa.
Muricy já era o preferido da torcida quando Ney Franco deixou o Morumbi, em 11 de julho. Porém, o então diretor de futebol Adalberto Baptista conseguiu convencer o presidente Juvenal Juvêncio a optar por Paulo Autuori, mais barato.
O novo velho comandante são-paulino já começa a comandar treinos nesta manhã, no CT da Barra Funda. A estreia está marcada para quinta-feira, quando o Tricolor faz uma decisão: recebe a Ponte Preta, concorrente direta na luta contra o rebaixamento.
Repeteco/ Essa é a segunda vez em que Muricy assume o São Paulo no lugar de Autuori. Porém, em 2006, o momento era completamente diferente — o Tricolor havia acabado de voltar do Japão com o terceiro título do Mundial de Clubes.
E o treinador manteve a boa fase pelas alamedas são-paulinas. Foram três títulos brasileiros seguidos, de 2006 a 2008.
Será, também, a terceira passagem dele pelo São Paulo como técnico. Entre 1994 e 1997, disputou 108 jogos, com 66,1% de aproveitamento dos pontos. Já de 2006 a 2009, foram mais 257 partidas, com significativos 68% dos pontos conquistados.
Treinador foi anunciado antes mesmo de acertar seu salário
O desespero são-paulino em anunciar Muricy Ramalho como novo técnico foi tamanho que o clube correu o risco de fazê-lo antes mesmo de definir detalhes importantes, como salário e tempo de contrato.
A notícia foi publicada no site oficial do clube às 19h30, porém, uma reunião entre o agente de Muricy, Márcio Rivellino, e o gerente de futebol tricolor, Gustavo Vieira de Abreu, só começou pouco depois das 20h.
O São Paulo se baseou na palavra de Muricy para dar o negócio como fechado. É que o treinador se encontrara com a cúpula tricolor no meio da tarde. Apenas ele e dois dirigentes. Ouviu sobre as dificuldades do time e falou a respeito do que entende ser necessário para evitar o rebaixamento. Depois de trinta minutos, ele apertou as mãos de Gustavo Vieira e disse que toparia voltar ao clube que o revelou como atleta, em 1973.
Opinião
Zetti, ex-goleiro do São Paulo
Clube perdeu tempo com Autuori
Desde a saída do Ney Franco, quando o São Paulo começou a procurar por um novo técnico, eu sempre defendi a volta do Muricy. E minha opinião não mudou. Eu até gosto do trabalho do Paulo Autuori. Trabalhamos juntos, ele é um grande profissional, mas, para o momento do São Paulo, o nome ideal mesmo é o do Muricy. O clube não precisava ter deixado passar tanto tempo. O São Paulo perdeu tempo com o Autuori, porque ele não conhecia o time. E teve de fazer testes durante os jogos, tendo de apostar, às vezes, nos medalhões da equipe.
Foi mais ou menos o que ocorreu quando ele treinou o Vasco. O Paulo tinha acabado de voltar ao Brasil, depois de trabalhar por muito tempo no Catar. Então, não conhecia bem os jogadores que estavam aqui. Agora, o Muricy conhece bem o clube, conhece os jogadores, tem identificação. Com ele, certamente o São Paulo vai sair dessa crise.
O elenco é bom, mas o time não está formado. Eu acompanhei o último jogo, contra o Coritiba, e foi uma das piores partidas do time que eu vi nos últimos tempos. Não sei o que está acontecendo lá dentro, mas a equipe estava entregue, apática. A Portuguesa, por exemplo, enfrentou o Grêmio, no Sul. Acabou derrotada, mas lutou até o fim. Conseguiu até fazer dois gols. Eu não vi isso no São Paulo: a equipe não tinha reação dentro de campo. O Muricy vai conseguiu mudar isso. Ele tem essa característica de motivar os jogadores. Ainda dá tempo de o São Paulo reagir.
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