Queremos garantir a saúde dos atletas e não adiar jogos, afirma Presidente do sindicato

Presidente do Sindicato fala sobre a não observância do intervalo de jogos e explica como vem tentando garantir a saúde dos atletas profissionais de futebol

Fonte SAPESP
O que a princípio seria apenas um ajuste de datas se transformou em uma grande vírgula para a CBF e para o Campeonato Brasileiro de 2013.
Tudo começou quando o São Paulo F.C agendou uma viagem para a realização de amistosos fora do país, bem no meio da competição. A CBF autorizou e o clube do Morumbi reagendou seus compromissos. O que os dirigentes não lembraram, no entanto, é que a maratona de jogos que o elenco se submeteria posteriormente infringiria os artigos 60 e 61 do regulamento, que garante um intervalo mínimo de 66 horas de descanso aos atletas entre duas partidas.
Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato de Atletas de São Paulo e da Federação Nacional de Atletas, enviou para a CBF um ofício na última semana questionando o assunto. Sem solução imediata, entraram com uma ação na Justiça do Trabalho para evitar que os mesmos atletas não atuem com intervalo inferior a 66 horas.
“Aguardamos o parecer da juíza o mais rápido possível. Para o jogo do São Paulo de hoje (terça-feira) não será possível, mas esperamos que o jogo de quinta-feira os atletas tenham o intervalo assegurado”, afirmou Rinaldo Martorelli.
Diferentemente do que foi publicado no Portal da Band nesta terça-feira (03 de setembro), Martorelli garante que a intenção não é paralisar ou mexer no calendário da competição e sim fazer valer a saúde e integridade física dos atletas. "Nosso trabalho é no sentido de garantir a salubridade do atleta e não criar desorganização. O respaldo da justiça tem o objetivo de garantir esse direito", explica Martorelli, que ainda reforça. “A insatisfação dos clubes tem que ser resolvida diretamente com a CBF, não defendemos nem advogamos para clubes. Nosso dever é o direito do atleta”.
Martorelli ainda ressalta. “Ao processo que demos entrada na Justiça do Trabalho, juntamos um laudo médico e fisiológico do doutor Turíbio Leite. Ele atesta que a recuperação do atleta, após uma partida, se dá em 72 horas. E, caso não exista essa recuperação, pode acontecer até mesmo uma lesão séria, que seria considerada acidente de trabalho. Então não dá para se aceitar uma excepcionalidade no regulamento”, comentou o presidente.
O processo foi protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, e também visa proteger os atletas de Ponte Preta, Náutico, Atlético/MG, Santos e Internacional.
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