Três Oitão: Ex-pedreiro, Reinaldo festeja - 'Quase não dormi'
Em menos de três meses, lateral sai de última opção, vira titular e ajuda São Paulo a quebrar jejum. Festa foi pelo telefone com a família de Alagoas
Fonte Globo Esporte
26 de Agosto de 2013
Reinaldo foi uma das atrações no CT da Barra Funda esta manhã (Foto: Carlos Augusto Ferrari)
Não há bateria de celular que resista a um gol no Morumbi lotado. E não foi qualquer gol. Diante de mais de 55 mil torcedores, Reinaldo fez o primeiro dele jogando pelo São Paulo e acabou com a angústia que durava 12 rodadas do Campeonato Brasileiro. Se na capital paulista o lateral-esquerdo ainda é quase um desconhecido até mesmo para os são-paulinos, a mais de 2.000km de distância, o ex-pedreiro vive momentos de celebridade.
Bastou descer para o vestiário minutos depois da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no último domingo, para o celular de Reinaldo virar uma sirene. Era a família, lá de longe, da pequena Porto Calvo, no interior de Alagoas. Mãe, os quatro irmãos, tios, amigos e, claro, a namorada querendo dividir a alegria de ajudar o Tricolor a espantar a crise.
- Mesmo sem fazer gol é ruim dormir depois de um jogo. Quando faz o gol aí que não dorme mesmo. Recebi muitas ligações, o pessoal viu o jogo e depois ficou ligando sem parar. Quando olhei no relógio já era mais de 4h (risos) - contou.
Aos 23 anos, Reinaldo se assusta com as rápidas mudanças que a vida lhe impôs. O sonho de viver do futebol profissional continuava, mas a necessidade de ajudar a família levou o garoto para o trabalho braçal. Enquanto a chance não vinha, ele seguia os passos de um dos irmãos como pedreiro para reforçar o orçamento de casa.
A oportunidade surgiu pelas mãos de um empresário que o viu no futsal de Porto Calvo. No convite, nada garantido. Apenas se arriscar pelo interior de São Paulo em busca de um clube, de um contrato. A mãe era contra, mas Reinaldo se apegava no exemplo do amigo de infância Willian José, hoje no Santos, para acreditar que ainda era tempo.
- Eu enchia laje com meu irmão, mas não largava o futebol. Até que um dia esse empresário me convidou. O Willian foi antes de mim e conseguiu. Minha mãe não queria, mas esse era meu sonho. Acho que agora ela está orgulhosa de mim – afirmou.
Depois de não vingar no Atlético Sorocaba, o até então meio-campista ofensivo, às vezes até ponta-esquerda, engrenou no Penapolense. O time cresceu nas divisões menores e chegou à elite do estadual. Reinaldo chamou a atenção do Paulista - até marcou um gol no São Paulo em 2012 – e de lá seguiu para o Sport.
A grande oportunidade da carreira aconteceu em meio à crise são-paulina. O lateral chegara ao Morumbi como um desconhecido para ser a terceira opção do setor, abaixo de Carleto e Juan. Mas quis o futebol que o caminho fosse se moldando para o alagoano.
Os concorrentes perderam espaço, e Reinaldo agradou ao técnico Paulo Autuori justamente em um clássico contra o rival Corinthians – empate por 0 a 0. Depois, foi titular em toda a excursão por Alemanha, Portugal e Japão, ganhando definitivamente a confiança do treinador.
- Ninguém me conhecia quando cheguei. As portas foram se abrindo. Acredito que estou correspondendo – disse, ainda tímido ao conceder entrevistas.
Reinaldo não completou três meses com a camisa de um dos grandes clubes do país, mas já realizou o sonho de dar à família uma casa própria em Porto Calvo. De lá, ele espera que partam muitos outros telefonemas para festejar gols e vitórias. O retorno nas férias pode ser triunfante.
- Se o São Paulo for campeão vou andar no carro dos bombeiros (risos).

Reinaldo é encoberto na comemoração do segundo gol tricolor (Marcos Ribolli/GloboEsporte.Com)
Não há bateria de celular que resista a um gol no Morumbi lotado. E não foi qualquer gol. Diante de mais de 55 mil torcedores, Reinaldo fez o primeiro dele jogando pelo São Paulo e acabou com a angústia que durava 12 rodadas do Campeonato Brasileiro. Se na capital paulista o lateral-esquerdo ainda é quase um desconhecido até mesmo para os são-paulinos, a mais de 2.000km de distância, o ex-pedreiro vive momentos de celebridade.
Bastou descer para o vestiário minutos depois da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no último domingo, para o celular de Reinaldo virar uma sirene. Era a família, lá de longe, da pequena Porto Calvo, no interior de Alagoas. Mãe, os quatro irmãos, tios, amigos e, claro, a namorada querendo dividir a alegria de ajudar o Tricolor a espantar a crise.
- Mesmo sem fazer gol é ruim dormir depois de um jogo. Quando faz o gol aí que não dorme mesmo. Recebi muitas ligações, o pessoal viu o jogo e depois ficou ligando sem parar. Quando olhei no relógio já era mais de 4h (risos) - contou.
Aos 23 anos, Reinaldo se assusta com as rápidas mudanças que a vida lhe impôs. O sonho de viver do futebol profissional continuava, mas a necessidade de ajudar a família levou o garoto para o trabalho braçal. Enquanto a chance não vinha, ele seguia os passos de um dos irmãos como pedreiro para reforçar o orçamento de casa.
A oportunidade surgiu pelas mãos de um empresário que o viu no futsal de Porto Calvo. No convite, nada garantido. Apenas se arriscar pelo interior de São Paulo em busca de um clube, de um contrato. A mãe era contra, mas Reinaldo se apegava no exemplo do amigo de infância Willian José, hoje no Santos, para acreditar que ainda era tempo.
- Eu enchia laje com meu irmão, mas não largava o futebol. Até que um dia esse empresário me convidou. O Willian foi antes de mim e conseguiu. Minha mãe não queria, mas esse era meu sonho. Acho que agora ela está orgulhosa de mim – afirmou.
Depois de não vingar no Atlético Sorocaba, o até então meio-campista ofensivo, às vezes até ponta-esquerda, engrenou no Penapolense. O time cresceu nas divisões menores e chegou à elite do estadual. Reinaldo chamou a atenção do Paulista - até marcou um gol no São Paulo em 2012 – e de lá seguiu para o Sport.
A grande oportunidade da carreira aconteceu em meio à crise são-paulina. O lateral chegara ao Morumbi como um desconhecido para ser a terceira opção do setor, abaixo de Carleto e Juan. Mas quis o futebol que o caminho fosse se moldando para o alagoano.
Os concorrentes perderam espaço, e Reinaldo agradou ao técnico Paulo Autuori justamente em um clássico contra o rival Corinthians – empate por 0 a 0. Depois, foi titular em toda a excursão por Alemanha, Portugal e Japão, ganhando definitivamente a confiança do treinador.
- Ninguém me conhecia quando cheguei. As portas foram se abrindo. Acredito que estou correspondendo – disse, ainda tímido ao conceder entrevistas.
Reinaldo não completou três meses com a camisa de um dos grandes clubes do país, mas já realizou o sonho de dar à família uma casa própria em Porto Calvo. De lá, ele espera que partam muitos outros telefonemas para festejar gols e vitórias. O retorno nas férias pode ser triunfante.
- Se o São Paulo for campeão vou andar no carro dos bombeiros (risos).

Reinaldo é encoberto na comemoração do segundo gol tricolor (Marcos Ribolli/GloboEsporte.Com)
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