São-paulino, neto de Gylmar foge do gol e vai fazer teste como volante

Marcelo, de 17 anos, tenta seguir carreira do avô, que morreu no domingo, mas em outra posição. Irmão mais novo apenas brinca de goleiro

Fonte Globo Esporte
Pedro (à esq.) e Marcelo, netos de Gylmar dos Santos Neves (Foto: David Abramvezt)
O momento agora é um misto de tristeza e alívio para a família Neves. O clã está velando, nesta segunda-feira, no Cemitério do MorumbI, em São Paulo, o seu patriarca, Gylmar dos Santos Neves, goleiro da Seleção na conquista do bicampeonato mundial, em 1958 e 1962. O momento é de olhar para o passado, mas também para planejar o futuro. Pensando assim, um dos quatro netos de Gylmar, Marcelo, de 17 anos, alimenta o sonho de seguir os passos do avô famoso e virar jogador profissional.
O jovem, inclusive, já está agendando um teste no São Paulo. Apesar de Gylmar ter brilhado com as camisas de Corinthians e Santos, Marcelo é são-paulino. E, por isso, quer iniciar a sua trajetória no clube do Morumbi. E nada de ser arqueiro, como o seu inesquecível avô. Ele quer jogar no meio-campo.
- Eu admiro muito a história do meu avô como goleiro. Mas o meu negócio não é o gol. Eu vou fazer o teste como segundo volante. O meu pai (Marcelo) tem contatos bons na diretoria do São Paulo e vai marcar um teste para mim. Espero que dê certo e eu possa seguir a carreira do meu avô – comentou Marcelo, um dos poucos jovens presentes ao velório.
Outro garoto no local é justamente Pedro, de 15 anos, também neto do ex-goleiro. Ele até tentou seguir os passos do avô no futebol. Porém, agarrar no gol vai ter de ser apenas um hobby para o menino.
- Eu apenas brinco como goleiro, no meu clube (Pinheiros, na Zona Oeste, de São Paulo). Não vou ser jogador de futebol. Eu pretendo ser engenheiro – disse Pedro.
Como Gylmar dos Santos Neves sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), em 2000, e desde então, apesar de lúcido, não andava e se comunicava com dificuldade, os meninos não tiveram muitos anos de convívio com o avô livre da doença. Mesmo assim, ambos carregam na memória excelentes momentos com o ídolo brasileiro.
- Eu lembro de várias histórias contadas pelo meu avô. E lembro que sempre, quando a gente ia em algum restaurante ou lugar público, todos tratavam ele como muito carinho e pediam autógrafos - falou Marcelo, que vislumbra o futebol como profissão, mas já pensa em ser economista caso não obtenha sucesso.
Marcelo Neves, pai de Marcelo e Pedro, chegou a tentar a carreira de goleiro. Ele chegou a jogar nas categorias de base de Corinthians e São Paulo. Porém, largou o esporte e virou empresário.
- Imagina a cobrança que é para um goleiro ser filho ou neto do meu avô. É melhor eu tentar a sorte como volante mesmo. Seria impossível jogar tão bem como o meu avô, que foi um dos melhores goleiros do mundo – finalizou Marcelo.
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