Situação SPFC: Sorte de vencedor x Azar de perdedor - Por Peixoto
Fonte SPFC.Net
21 de Agosto de 2013
É uma situação que existe no futebol há muito tempo. Sorte de vencedor e azar de perdedor. Sorte de campeão e azar de rebaixado (não estou falando de nós!). Mas tudo tem explicação.
A sorte do vencedor existe quando se tem um time equilibrado, entrosado e sem deficiências graves. No jogo jogado desse time nota-se maior segurança nos atletas. Até a arbitragem é “favorável”, porque o time é mais respeitado e os jogadores atuam mais tranquilos, sem reclamarem muito com os árbitros (que são humanos). É a situação do time que sofre pressão e não toma gol devido ao conjunto bem formado, mas em uma única bola de ataque atinge o adversário em cheio. Isso é sorte? Também, mas a sorte acompanha somente os competentes que erram menos e acertam mais.
O azar do perdedor existe quando há deficiências no time, com algumas peças que não funcionam como deveriam. O azar ocorre para o time que até joga uma partida boa, mas não está pronto, não é consistente e não é confiável. Quando isto ocorre os jogadores ficam nervosos e inseguros. Vem a ansiedade. É a situação típica de um time que pressiona, corre muito e marca. A bola não entra e não há vitória, porque não está totalmente formado. A desorganização se apresenta nos jogos. O azar está ao lado de quem é incompetente e erra mais.
Qual é o segredo para um time transformar o azar em sorte? A receita é tempo e aprimoramento, reconhecendo as deficiências mais graves. Devem-se reforçar os setores que todos reconhecem estar com graves problemas (torcida, comissão técnica e diretoria). Um dos maiores problemas do São Paulo, por exemplo, tem sido o fato de a bola bater no ataque e retornar rapidamente, sem resultados que agridam o adversário. Não há sequência nas jogadas ofensivas e o time se vê obrigado a ficar tocando a bola.
Um time vencedor se constrói a partir de uma defesa que impõe respeito. Isto passa por quatro jogadores, principalmente, que são os dois zagueiros e os dois volantes. Já identificamos uma boa evolução nesse quesito e agora temos que focar urgentemente a evolução ofensiva. Neste ponto Autuori terá trabalho para sincronizar Jadson e Ganso. Quando os dois jogam juntos, não invadimos a grande área adversária, distanciando o meio do ataque. A meu ver o técnico utilizará Lucas Evangelista com maior frequência no lugar de Jadson ou Ganso para termos maior agressividade.
O nosso time tem um potencial grande de crescimento, mas ainda está cru. Vemos a retomada do bom futebol pouco a pouco, juntamente ao trabalho do técnico. Os ajustes ocorrerão naturalmente no decorrer do desenvolvimento da até o fator competência superar a incompetência e a sorte superar o azar.
Peixoto
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