Desempregado desde a sua saída do São Paulo, há um mês e meio, Ney Franco esteve no encontro de treinadores para o lançamento da Federação Brasileira dos Técnicos de Futebol, nesta segunda-feira, na capital paulista. Seria a oportunidade de responder a Rogério Ceni ou então tentar desfazer a polêmica com o goleiro. Entretanto, o ex-comandante tricolor foi embora ao lado de Luiz Felipe Scolari e seu auxiliar Flávio Murtosa por uma saída alternativa, sem falar com a imprensa.
Recentemente, Ney Franco criticou a influência de Rogério dentro do São Paulo e ainda sugeriu que ele estivesse "minando" o meia Paulo Henrique Ganso no clube. O goleiro retrucou dizendo que, se sua opinião valesse tanto, o treinador teria sido demitido antes.
Emerson Leão, que esteve no Morumbi antes de Ney Franco, aceitou falar sobre a fase do time, que está na zona de rebaixamento, com apenas 11 pontos em 14 jogos. Para ele, o presidente Juvenal Juvêncio é o principal responsável pelo momento conturbado do clube.
- De uma hora para a outra, o São Paulo passa a trocar de técnico várias vezes, muda todos os jogadores... Não são eles os culpados, eles apenas fazem parte de uma engrenagem. Quem não sabe coordenar essa engrenagem é que é o verdadeiro responsável - disse, reforçando ainda sua preferência por Marco Aurélio Cunha na próxima eleição para presidente do clube, no ano que vem.
Vitorioso com o São Paulo na década 1980, Silas destacou a qualidade do grupo são-paulino, mas entende que está faltando tranquilidade aos jogadores. O treinador, que atualmente está sem clube, lembrou os dois pênaltis perdidos, diante de Portuguesa e Flamengo, que poderiam ter tirado o Tricolor da zona de rebaixamento.
- A fonte de tudo isso é mental. Um temor muito grande se instalou no grupo, que, em sua maioria, é muito jovem. Só o Rogério Ceni tem uma história grande lá, o resto ainda sofre a pressão por estar se encontrando. Eles ainda estão tendo infelicidade em alguns lances, como nos pênaltis perdidos recentemente. Seriam seis pontos a mais que fariam a diferença.
Paulo Roberto Falcão, que encerrou sua carreira de jogador de futebol no São Paulo antes de virar técnico, ressalta que a fase ruim não é exclusiva do clube do Morumbi.
- Pela história e tradição que tem, o São Paulo não merecia estar onde está, mas acontece. O Fluminense vive momento conturbado, o Palmeiras passou por algo semelhante no ano passado, quando foi rebaixado. Nesses casos, erros aconteceram, é claro, mas o mais importante é que a comissão técnica tenha tempo suficiente para trabalhar.
O São Paulo já está há 12 jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. A última vitória foi ainda na segunda rodada, diante do Vasco, que, curiosamente, era comandado por Paulo Autuori à época. No domingo, a equipe enfrenta o Fluminense, no Morumbi.
*Colaborou Maria Clara Ciasca, sob a supervisão de Zé Gonzalez
Ex-atletas e técnicos comentam sobre fase do São Paulo. Ney Franco escapa
Após polêmica com Rogério Ceni, antecessor de Paulo Autuori foge de perguntas sobre o Tricolor. Leão. Falcão e Silas opinam
Fonte Globo Esporte
19 de Agosto de 2013
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