São Paulo tem o pior dos azares: seu time está perdido

Fonte Blog do Rodrigo Matos/
Foto: Site Oficial / saopaulofc.net
Nesta má fase são-paulina, o que mais se ouve são dirigentes e jogadores atribuírem alguns dos maus resultados ao azar. Lembram dos pênaltis perdidos por Rogério ou da mão de Aloísio contra a Portuguesa, entre outros lances.
Pois bem, nesta quinta-feira, Rodrigo Caio raspou de cabeça e Aloísio, em impedimento, tentou tocar na bola. Furou. Por isso o gol do São Paulo se tornou legal diante do Atlético-PR e não foi invalidado pela arbitragem.
Pouco depois, Rogério saiu em falso em um lançamento de Paulo Baier e entregou a bola nos pés de Delatorre. Sem goleiro, ele chutou alto, de forma estranha, e a bola foi parar no travessão.
O São Paulo não apenas levava sorte como tinha todo o cenário favorável para uma recuperação da penúltima posição no Brasileiro. A torcida respondeu à redução dos preços dos ingressos, compareceu em bom número (25 mil) e apoiou o time a maior parte do tempo. Ressalte-se: fazia muito frio no Morumbi e o horário era péssimo, tanto que vários chegaram atrasados.
O problema é que a equipe em campo não lhe dá em troca um mínimo de futebol. Após o gol inicial são-paulino, o que se viu foi um Atlético-PR trocando passes em meio à desorganização rival. Com dois jogadores improvisados, Rodrigo Caio e Clemente Rodriguez, a defesa dá seguidos espaços aos adversários. De repente, aparece um jogador rival na área, livre, para a conclusão.
Foi em um desses lances que o Atlético-PR teve o pênalti a seu favor, convertido por Paulo Baier em um duelo de veteranos. Do empate em diante o que se viu foi um time organizado e outro, extremamente nervoso. A ponto de Rogério, que teve boa atuação e salvou o time de derrota, ter avançado várias vezes além do meio de campo só para orientar cobranças de faltas no ataque.
Uma das principais alternativas de ataque eram faltas cobradas por Ganso quase do meio de campo. O objetivo: cruzamentos na área. Outra solução eram as correrias de Oswaldo e Ademílson, meio sem direção. Um time que tinha, no final, dois meias como Jádson e Ganso, não tinha um mínimo de toque de bola.
A torcida não vaiou. Mas era possível ouvir os gritos de irritação e os xingamentos a cada erro de passe fácil ou falha na marcação. E houve vaias no final, misturadas a cantos de apoio. Entende-se: não é uma tarefa simples torcer para um time que não ganha a 11 jogos no Nacional e está perdido como o atual São Paulo. Perdido na penúltima posição do campeonato.
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