Tite vira inspiração contra a crise após se espelhar em Autuori
Fonte Gazeta Esportiva
28 de Julho de 2013
Tite estava receoso quando caminhou na direção de Paulo Autuori, há mais de uma semana, no gramado do Pacaembu. O gaúcho não sabia como o colega reagiria à sua intenção de cumprimentá-lo logo após o Corinthians conquistar a Recopa Sul-americana em cima do São Paulo. “Confesso que não sou muito receptivo nas derrotas. Não gosto de falar com os outros. Mas o Paulo me pareceu aberto naquele momento”, contou.
Conforme Tite previu, Autuori aceitou bem a reverência do rival após a derrota do São Paulo. Chegou a até abrir um sorriso – algo raro desde que ele assumiu um time em crise, substituindo Ney Franco. “Ganhamos, mas o Paulo foi campeão mundial oito anos antes de mim. Ele dignifica muito a nossa carreira com a sua competência. Quando eu estava começando, tinha nele um espelho, por se tratar de um profissional de alto nível”, comentou o corintiano.
Tite ainda buscava reconhecimento fora do Rio Grande do Sul no período em que Autuori colocava o seu nome na história de São Paulo, com o título do Mundial de Clubes de 2005. Apenas quatro anos e três meses mais jovem do que o adversário deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, ele já havia até passado pelo Corinthians, mas sem resistir às turbulências da parceria com a MSI.
Tite deu as costas para os antigos problemas do Corinthians e tornou-se referência de sucesso
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No retorno ao Parque São Jorge, Tite mostrou estar calejado contra as crises. O emprego do comandante acabou mantido mesmo após uma vexatória eliminação na pré-Libertadores de 2011, diante do colombiano Tolima. A recompensa do Corinthians veio com os títulos do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, da Copa Libertadores da América e do Mundial de 2012 e do Campeonato Paulista e da Recopa de 2013, o último sobre o São Paulo de Autuori.
A reviravolta de Tite agora serve de exemplo para uma de suas inspirações profissionais. “No Brasil, o Corinthians é claramente o time que tem conceitos táticos mais bem firmados dos últimos anos. O trabalho do Tite é excelente, é um estrategista. Ele montou uma equipe que entra em campo sabendo o que deve fazer. Isso é nítido”, reverenciou Autuori.
Quem enfrenta grandes problemas hoje em dia é justamente o treinador campeão do mundo de 2005. Em meio à crise do São Paulo, que não vence há 11 jogos (sendo oito derrotas consecutivas), Autuori tem repetido a serenidade característica de Tite diante das câmeras de televisão. Até os discursos dos dois se parecem, priorizando o “equilíbrio” das suas equipes.
“Sou muito tranquilo e realista. A única coisa que pode me preocupar e angustiar é não ter condições de ir a campo e treinar. O resto é a realidade do futebol brasileiro”, conformou-se Autuori, sobre a possibilidade de perder o seu emprego no Morumbi. “Se quiserem me culpar, não há dificuldade nisso. Vou falar que esse tipo de coisa não acontece? É a realidade”, reiterou.
Conforme Tite previu, Autuori aceitou bem a reverência do rival após a derrota do São Paulo. Chegou a até abrir um sorriso – algo raro desde que ele assumiu um time em crise, substituindo Ney Franco. “Ganhamos, mas o Paulo foi campeão mundial oito anos antes de mim. Ele dignifica muito a nossa carreira com a sua competência. Quando eu estava começando, tinha nele um espelho, por se tratar de um profissional de alto nível”, comentou o corintiano.
Tite ainda buscava reconhecimento fora do Rio Grande do Sul no período em que Autuori colocava o seu nome na história de São Paulo, com o título do Mundial de Clubes de 2005. Apenas quatro anos e três meses mais jovem do que o adversário deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, ele já havia até passado pelo Corinthians, mas sem resistir às turbulências da parceria com a MSI.
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No retorno ao Parque São Jorge, Tite mostrou estar calejado contra as crises. O emprego do comandante acabou mantido mesmo após uma vexatória eliminação na pré-Libertadores de 2011, diante do colombiano Tolima. A recompensa do Corinthians veio com os títulos do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, da Copa Libertadores da América e do Mundial de 2012 e do Campeonato Paulista e da Recopa de 2013, o último sobre o São Paulo de Autuori.
A reviravolta de Tite agora serve de exemplo para uma de suas inspirações profissionais. “No Brasil, o Corinthians é claramente o time que tem conceitos táticos mais bem firmados dos últimos anos. O trabalho do Tite é excelente, é um estrategista. Ele montou uma equipe que entra em campo sabendo o que deve fazer. Isso é nítido”, reverenciou Autuori.
Quem enfrenta grandes problemas hoje em dia é justamente o treinador campeão do mundo de 2005. Em meio à crise do São Paulo, que não vence há 11 jogos (sendo oito derrotas consecutivas), Autuori tem repetido a serenidade característica de Tite diante das câmeras de televisão. Até os discursos dos dois se parecem, priorizando o “equilíbrio” das suas equipes.
“Sou muito tranquilo e realista. A única coisa que pode me preocupar e angustiar é não ter condições de ir a campo e treinar. O resto é a realidade do futebol brasileiro”, conformou-se Autuori, sobre a possibilidade de perder o seu emprego no Morumbi. “Se quiserem me culpar, não há dificuldade nisso. Vou falar que esse tipo de coisa não acontece? É a realidade”, reiterou.
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