Fabuloso esquece política, pede mais empenho e diz: 'Amanhã é o dia'

Centroavante trata partida contra o Inter como decisão para impedir que o São Paulo entre na zona do rebaixamento e agrave ainda mais a crise

Fonte Globo Esporte
23 de Julho de 2013
Luis Fabiano, em treino no São Paulo (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)
Dez jogos sem vencer, com sete derrotas consecutivas. Os números recentes do São Paulo na temporada assustam. Tanto que o “escudo” do time nesta terça-feira foi Luis Fabiano, um dos jogadores mais importantes do elenco. Em quase 30 minutos de entrevista coletiva, no CT da Barra Funda, o camisa 9 admitiu que os jogadores precisam se empenhar mais e tratou como uma decisão a partida diante do Internacional, nesta quarta, às 21h, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.
– Amanhã é o dia. Já não temos mais gordura para queimar. É praticamente a última chance (para não entrar na zona do rebaixamento). É ganhar ou ganhar, de qualquer jeito, mas não com desespero e, sim, com a cabeça. Amanhã é o reconheço, o primeiro passo para voltar à boa fase – afirmou.
O duelo pode mesmo afundar o Tricolor na crise ou permitir que o time respire um pouco. A equipe tem apenas oito pontos no torneio, um acima da zona do rebaixamento, mas com aproveitamento de pontos inferior ao da Ponte Preta, que tem dois jogos a menos que o São Paulo. Um novo tropeço manterá o Tricolor entre os piores. De quebra, ainda pega na sequência o arquirrival Corinthians, quem ainda não venceu neste ano – recentemente foi batido na decisão da Recopa.
– O grupo todo está devendo uma melhora. Precisamos de algo a mais. Quando chega nessa situação, nós precisamos nos doar um pouco mais. Eu não fujo disso, também preciso contribuir com algo a mais – ressaltou.
Luis Fabiano preferiu chamar a responsabilidade para os jogadores e esquecer a crise administrativa. No último domingo, o presidente Juvenal Juvêncio bateu boca com oposicionistas durante churrasco na sede social. O dirigente vem sendo pressionado para demitir o diretor de futebol Adalberto Baptista, braço-direito dele, mas bastante questionado por causa dos últimos resultados.
– Política é política, futebol é futebol. O que resolve é dentro de campo. Fora, ninguém vai resolver. Nós é que vamos tirar o São Paulo dessa má fase jogando bola. A parte externa, vamos deixar para os diretores – disse.
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