Título da Recopa só aumenta abismo entre Corinthians e São Paulo

Fonte ESPN
Em dezembro de 2008, o São Paulo comemorava a hegemonia nacional com o tricampeonato sob o comando de Muricy Ramalho. Entre os corintianos, o alívio pela volta à Série A depois do pesadelo do rebaixamento.
Foi o último momento de superioridade do tricolor paulista sobre o arquirrival. De lá para cá, o Corinthians venceu dois estaduais (2009 e 2013), a Copa do Brasil de 2009, o Brasileiro em 2011, a tão sonhada Libertadores e o Mundial Interclubes no ano passado.
Ao São Paulo, curiosamente restou o único título que o alvinegro paulista não disputou no período - e talvez não faça a mínima questão de ostentar, por motivos óbvios: a Copa Sul-Americana de 2012.
As diferenças não se limitam às taças. Enquanto o Corinthians mantém ótima média de público no Pacaembu, o tricolor paulista convive com problemas para fazer sua torcida ocupar o Morumbi. Nas receitas de patrocínio o time do Parque São Jorge também leva vantagem.
No confronto direto desde 2009, foram 18 partidas. Onze vitórias corintianas, apenas três são-paulinas e quatro empates.
Só no número de técnicos o São Paulo vence. De goleada. O Corinthians teve Mano Menezes, que saiu para comandar a seleção brasileira, depois Adilson Batista, o único demitido, e Tite, no cargo há quase três anos. O time do Morumbi teve nada menos que oito treinadores. De Muricy, demitido em 2009, passando por Carpegiani, Ricardo Gomes, Sergio Baresi, Adilson Batista, Emerson Leão, Ney Franco e agora Paulo Autuori. Reflexo da instabilidade dentro e fora de campo.
Tudo isso tem relação direta com a tranquila conquista do Corinthians na Recopa Sul-Americana. Com superioridade bem maior que os 4 a 1 no placar agregado. Nos 2 a 0 no Pacaembu, o triunfo do time mais organizado, entrosado e alinhado taticamente ao melhor futebol praticado em todo mundo.
O São Paulo, sem Jadson, pouco produziu em um 4-3-1-2 engessado e antiquado com três volantes que liberavam um Ganso engolido por Ralf e laterais Douglas e Juan que não compensavam na frente o quase inexistente senso de marcação e cobertura. No segundo tempo, um 4-3-3 que dependia das jogadas individuais dos ponteiros Aloisio e Osvaldo.
Já o Corinthians fez mais do mesmo: marcação avançada com pressão no homem da bola, linhas compactas, intensidade, velocidades nas transições ofensivas e defensivas, movimentação do quarteto ofensivo no 4-2-3-1. No final, o uso do banco de luxo com Renato Augusto, Ibson e Alexandre Pato.
Os gols de Romarinho e Danilo, este o destaque absoluto do "Majestoso", foram mera consequência natural do absoluto controle do jogo. Mesmo com apenas 42% de posse de bola, foram sete finalizações na direção da meta contra apenas duas dos são-paulinos.
No final, comemoração tranquila. Quase protocolar. É o sétimo título corintiano em cinco anos. Do outro lado, a sexta derrota consecutiva em nove partidas sem vitória. Fatos que só aumentam o abismo entre os rivais paulistas.
Olho Tático
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