Muricy Ramalho foi o último técnico que gozou de longevidade. O primeiro a trabalhar na equipe depois dele foi Gomes. Vindo do futebol francês, onde trabalhou no Monaco, o técnico marcou por seu estilo calmo e sereno. Comandou o São Paulo em 73 jogos entre 2009 e 2010, tendo aproveitamento de 59%. Brigou pelo título nacional até o fim, mas teve de se contentar com a vaga Libertadores. A eliminação diante do Internacional na semifinal continental lhe custou o emprego.
Baresi, o “interino-efetivo”, veio na sequência ainda em 2010. Ex-treinador do time sub 20 tricolor, foi uma aposta do presidente Juvenal Juvêncio diante da falta de nomes no mercado. Mas a experiência “caseira” durou somente 14 partidas. Com aproveitamento de 45% dos pontos disputados, o técnico logo foi substituído por Carpegiani.
Conhecido como “Professor Pardal” por seus métodos um tanto diferentes para treinar e escalar a equipe, o novo comandante não conseguiu levar o São Paulo à Libertadores 2011. Com 66% dos pontos ganhos em 46 jogos, foi demitido ao ser eliminado no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. Na sequência e com estilo semelhante, Adilson durou ainda menos: 22 partidas, com aproveitamento de 45%.
Leão foi contratado em 2011 para apagar o incêndio. Era a volta da linha dura. O resultado imediato foi muito positivo, apesar de o clube não ter obtido vaga na Libertadores seguinte. Como Carpegiani, o técnico não resistiu a quedas no Paulistão e Copa do Brasil depois de 44 jogos e 63%.
Ney Franco foi anunciado como treinador do São Paulo no dia 5 de julho de 2012, em estilo bem contrastante com o de seu antecessor. O time ocupou as posições de cima do Brasileirão e venceu a Copa Sul-Americana, encerrando jejum de quatro anos sem conquistas. Ele foi talvez o que mais recebeu apoio das arquibancadas. Mas a péssima campanha na Libertadores 2013 e as derrotas em clássicos foram determinantes para mudar isso rapidamente.
