De Vitor Birner
Espero que o São Paulo entenda que tipo de jogador é Clemente Rodríguez.
Defensivo, experiente, guerreiro e limitado com a bola nos pés, não adianta esperar dele muita qualidade no apoio.
Neste aspecto, Carleto, por exemplo, é melhor que ele.
O argentino, até na sua melhor fase, nunca mostrou grande futebol.
Sua principal virtude sempre foi a capacidade defensiva.
Nos últimos tempos, vinha sendo questionado no Boca Juniors.
Muita gente pedia a escalação de Zárate, lateral-esquerdo de 20 anos, no seu lugar.
Bianchi chegou a cogitar a troca durante a Libertadores, mas optou pela manutenção do jogador mais experiente, pois o mata-mata do torneio não é o momento certo de trocar um tricampeão continental por um iniciante.
Ainda mais enfrentando o Corinthians, que defendia o título, e o Newell’s Old Boys, time mais forte dos hermanos no momento e atua campeão argentino.
Rodríguez é o recordista de jogos com a camisa do Boca Juniors em Libertadores. Conhece o torneio como poucos.
Ney Franco, se decidir escalá-lo, precisará ter na equipe, tirante em algumas exceções, um lateral ofensivo do outro lado, além da presença constante de um dos volantes na criação.
Clemente Rodríguez joga nas duas laterais.
Se atuar na esquerda, tal qual está acostumado, Douglas e Caramelo continuam sendo as opções do treinador para a direita. Se Ney Franco o colocar do lado aonde Douglas é titular, terá de optar Juan ou Reinaldo.
Desconfio que prefere ver Clemente Rodríguez na esquerda. Assim, talvez Osvaldo fique menos sobrecarregado na marcação.
A chance de Rodríguez ter problemas de adaptação existe.
Na Argentina, o que faz um árbitro mostrar cartão amarelo é o bastante para um soprador brasileiro tirar o vermelho do bolso.
E as faltas que não merecem punição do ponto de vista dos apitadores hermanos, aqui acabam, diversas vezes, em cartão amarelo.
Clemente Rodríguez costuma jogar duro. Não tira o pé das divididas e usa bastante a força física para vencer os adversários.
Não duvido que seja chamado de violento deste lado da fronteira.
Se fizer sucesso no São Paulo, será pela noção tática, inteligência, garra, espírito coletivo e liderança, pois nos Xeneizes gritava bastante com os companheiros para orientar o posicionamento do sistema defensivo, não por causa de sua técnica.
Espero que o São Paulo entenda que tipo de jogador é o guerreiro e limitado Clemente Rodríguez
Fonte Blog do Birner
25 de Junho de 2013
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