
O projeto prevê que os clubes tenham a dívida abatida desde que invistam em modalidades olímpicas e ajudem a revelar novos talentos. O tempo e a quantidade de modalidades vão depender do tamanho da dívida de cada agremiação.
De acordo com Marin, no entanto, somente as dívidas já existentes serão abatidas, já que novos débitos poderão causar sérias punições aos clubes.
- O anteprojeto prevê o abatimento das dívidas antigas, que já existem. Estamos estudando algum tipo de punição, como a perda de pontos e até o rebaixamento para os clubes que adquirirem novas dívidas. Caso o contrário, não adianta nada. Em caso de novas dívidas com o governo federal, os clubes devem ser penalizados.
Possível novidade no Brasil, a punição por dívidas já existe na Europa. Recentemente, vítima de uma má administração, o Rangers, da Escócia, entrou em uma grave crise financeira que o levou à falência. Vendido, o clube mudou de nome para The Rangers Football Club, e foi rebaixado após a maioria dos times da primeira divisão do país não aceitar sua reintegração. O clube, um dos mais tradicionais do país, disputa agora a quarta divisão escocesa. Na Itália, a Fiorentina já viveu a mesma situação.
Em junho, quando anunciou a criação do projeto, Marin citou o caso do Flamengo, que tem o nadador César Cielo, como possível caso de abatimento das dívidas. O dirigente citou ainda o Minas e o Pinheiros, que costumam revelar atletas em várias modalidades esportivas.