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Muricy alfineta São Paulo, mas se vê de bem com a torcida

O técnico Muricy Ramalho sempre teve uma boa relação com a torcida do São Paulo e um contato mais complicado com os dirigentes do clube. No dia de sua apresentação no Palmeiras, o treinador não criticou diretamente a organização do Tricolor, mas demonstrou ter ficado chateado com o clube.

"Às vezes, o técnico fica refém e, quando pede uma punição (ao jogador), o cara vai lá e almoça com a pessoa (dirigente). O jogador fica dono do lugar. Os dirigentes têm que mudar, tudo fica nas costas do técnico. Por isso que não acredito em nada de projeto. É preciso ter mais respeito, convicção e ser menos amador", alfinetou, sem se referir abertamente sobre o rival.

Justamente no momento em que Muricy Ramalho concedia sua primeira entrevista como palmeirense na Academia, o vizinho CT da Barra Funda também estava movimentado, pois os dois principais dirigentes do departamento de futebol do São Paulo encerravam a apresentação de Adrián González. Vice-presidente do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva foi um ferrenho crítico ao ex-treinador do clube e preferiu adotar o silêncio sobre a contratação do adversário.

"Não tenho nada a comentar", declarou, calmamente. Logo depois, o dirigente se posicionou por poucos segundos diante do televisor do CT, que exibia a imagem de Muricy no rival. O diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, que elogiou a ida do técnico ao Palmeiras durante a semana, também observou por alguns instantes, até que ambos voltaram a conversar com jornalistas sobre outros assuntos.

Enquanto isso, Muricy deixou claro que não espera ser hostilizado por torcedores tricolores a partir de agora. O técnico afirmou que ainda nem se preocupou em saber quando será o próximo clássico e apontou o exemplo de sua relação com o Náutico para demonstrar que não costuma ter problemas com as arquibancadas.

"Nem vi quando é o jogo, eu penso no amanhã. Todos sabem que, quando volto a um clube, sempre sou bem recebido. Quem foi no ano passado aos Aflitos se assustou", afirmou, lembrando dos gritos de apoio que recebe da torcida do Náutico. "A vida continua, o pessoal sabe o que fiz lá. Vai ser um grande jogo".

Como Palmeiras e São Paulo já se enfrentaram neste primeiro turno, o reencontro entre os clubes será apenas na 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, no fim de agosto, no Morumbi. Até lá, a diretoria do Verdão tenta evitar polêmica com o vizinho.

"Não houve disputa com o São Paulo pelo Muricy. A nossa vitória é contar com um treinador de ponta", exaltou o vice-presidente de futebol alviverde, Gilberto Cipullo, que também não está preocupado com a reação dos adversários. "Não sei se os dirigentes do São Paulo estão chateados com a decisão do Muricy. Se estão, é problema deles", finalizou.

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