Balanço de três cores

Balanço de três cores

windison_alee

Qui, 15 de Setembro de 2011 11:36

PROBLEMAS APONTADOS

O São Paulo passa por fase complicada. A falta de títulos dos últimos dois anos coloca diretoria e planejamento em xeque. Problema superdimensionado pela não classificação para a Libertadores desse ano. A torcida, mal acostumada com vitórias, agora precisará carregar o time no momentodas derrotas.

Aquela equipe outrora vencedora, aquela do triênio 2005 - 2008 não existe mais. O momento mudou, os adversários evoluíram dentro e fora de campo e, o São Paulo parece ter parado no tempo. Acostumou-se com as vitórias e estacionou.

COMANDO TÉCNICO

Desde a saída de Muricy Ramalho a diretoria do São Paulo não acerta no treinador. Além de pequenos intervalos em que Milton Cruz assumiu o comando técnico do tricolor, de lá para cá foram Ricardo Gomes, Paulo César Carpegianne e agora, Adilson Batista. Nada contra o trabalho de nenhum deles, aliás, o atual treinador do Vasco fez grandíssimo trabalho frente ao elenco, mas, o perfil procurado pela diretoria sempre foi: disciplinador, pulso firme e que tenha trabalho com jovens.

Ora, Gomes não é disciplinador. Trabalha mais como pai e amigo dos atletas e isso talvez essa seja característica inata dos ex-boleiros. Carpegianne tentou disciplinar e falhou. Teve problemas com Dagoberto e Rivaldo. O último, diga-se de passagem, deveria culminar na demissão dos dois.

Adilson não é mau treinador. Seu padrão tático ainda parece não ter sido totalmente assimilado pelos jogadores - e lá se vão dois meses de trabalho. Depois de boa passagem pelo Cruzeiro precisa reafirmar sua posição de top treinador e, foi lhe dada uma chance. O São Paulo é grande demais para dar chances a quem quer que seja. Precisamos que os atletas respeitem o nome que vem do banco. Técnico de peso. Felipão, Luxemburgo e Ramalho são os três que o Brasil dispõe nesse perfil atualmente.

Cabe, porém, a todo torcedor tricolor apoiar o trabalho de Adilson que ainda que a contra gosto, comanda o barco.

DEFICIÊNCIA TÉCNICA

Há inegável deficiência técnica no atual elenco do São Paulo e isso não é novidade. O meio campo criativo carece de um grande armador. Rivaldo surgiu como opção e não pode ser solução. Útil ao time em determinadas situações, a idade do craque não lhe permite ser o cérebro da equipe em dias de futebol cada vez mais rápido.

Marcelo Cañete é a esperança da vez. Ainda sem estrear de fato, o argentino veio com a missão de organizar o meio campo e levar o São Paulo ao ataque. Até lá, improvisamos a meia criativa ora com Cícero, ora com Lucas, ora com Rivaldo, ora com ninguém.

A lateral esquerda é o ponto fraco. Juan vive péssima fase. Sim, péssima. Erra passes, não dribla, não cruza e o pior: não marca bem. O paraguaio Piris não é bom apoiador, raramente chega ao ataque e quando chega, pouco evolui, mas, compensa a deficiência marcando e marcando muito.
Juan vive seu pior momento na carreira e precisa de banho de motivação pra tentar recuperar o futebol visto em tempos de Flamengo; se é que recupera.

A zaga agora passa confiança. Rodolfo e João Filipe são bons zagueiros e agora com o entrosamento chegando, seremos fortes mais uma vez. Ainda é preciso reforços. Contusões, cartões amarelos, vermelhos e convocações atrapalham setores; Xandão não inspira confiança e Uvini e Luiz Eduardo ainda não ganharam "vivência da bola".

RENOVAÇÃO DO ELENCO

O tempo de renovar traz com ele, quase impreterivelmente, os maus resultados. Bruno Uvini, Henrique, Luiz Eduardo, Lucas, Casemiro, Rodrigo Caio e outros meninos de Cotia já estão integrados ao time principal.

Ao todo os garotos oriundos da base correspondem à aproximadamente 44% do elenco principal de futebol. Leva-se tempo para que a renovação seja eficaz e traga bons frutos.

A mescla com valores como Ceni, Dagoberto, Rodolfo e Luís Fabiano - os pilares da equipe - farão do São Paulo um time forte no momento certo.

FUTURO

O elenco está aí. Pronto. Não há mais o que agregar nem o que subtrair. Assim caminharemos até o final do campeonato brasileiro. Num campeonato equilibrado e sem uma grande equipe como esse brasileirão 2011, com o elenco que temos, há sim condições de brigar pelo hepta.

A volta de Luís Fabiano aliada à experiência e liderança de Ceni podem pesar a nosso favor.
Agora, diretoria, por favor ouça nosso pedido. Em 2012 o fim dos tempos se aproxima. Não, não me refiro ao armageddon, mas sim ao fim da era Rogério Ceni. O capitão já pediu mais de uma vez: "Quero levantar a Libertadores uma vez mais!"; sabe que para isso o São Paulo precisará investir e montar um time forte.

Peças de reposição para defesa, mais um meio campo criativo - ave, Cañete -, ao menos um bom lateral apoiador; Nós devemos essa homenagem a quem fez do São Paulo sua vida e de sua vida o São Paulo.

Primeiro a seriedade na disputa do segundo turno do Brasileirão; depois a classificação para a Libertadores 2012; planejamento e montagem do elenco. Assim, o sonho de Ceni - e nosso também - estará mais próximo.


Avante, tricolores!

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