Com um nove, São Paulo pode ficar "Fabuloso"

Com um nove, São Paulo pode ficar "Fabuloso"

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Os 2 a 1 sobre o Atlético-MG no Morumbi lotado funcionaram como o “grand finale” para a festa do milésimo jogos de Rogério Ceni pelo clube e colocaram o São Paulo temporariamente na liderança do Brasileirão.

Mas o time de Adilson Batista, apesar do tão desejado triunfo em casa depois de uma derrota e dois empates nas últimas partidas, segue inconstante. O gol de Lucas aos 25 segundos, o mais rápido da competição até agora, parecia a senha para uma grande exibição.

Porém, mesmo com a torcida em êxtase e vantagem no placar, a equipe não soube controlar o jogo. O gol de Réver aos dez minutos esfriou o estádio e as cobranças voltaram até o intervalo. A velocidade voltou a ser a tônica no início da segunda etapa e o belo chute de Dagoberto definiu o jogo. O Tricolor, no 4-3-1-2 habitual, teve a chance de ampliar nos últimos minutos, após a expulsão de Leonardo Silva. Novamente faltou “punch” ao ataque para tornar a vitória mais confortável.

Apesar dos 35 gols que fazem do ataque o quarto melhor do campeonato, um gol atrás de Flamengo, Botafogo e Internacional, o São Paulo se ressente da ausência de um atacante centralizado que retenha a bola na frente e apareça na área para concluir as muitas jogadas criadas pelos lados.

Henrique e William José, campeões mundiais sub-20 com a seleção, não assumiram o papel de referência na volta ao clube. Adilson espera por Luís Fabiano, às voltas com problemas físicos que impediram sua estreia. A expectativa é que o atacante retorne no dia 17, contra o Ceará no Morumbi, pela 24ª rodada.

Com um camisa nove de peso em forma aceitável, é possível imaginar um São Paulo mais contundente. Taticamente, uma mudança sutil é mais que viável: trocar o losango pelo 4-3-2-1, abrindo Lucas e Dagoberto pelos lados e enfiando Luís Fabiano entre os zagueiros. No meio, Cícero pode fazer o trabalho de Carlinhos Paraíba pela esquerda. O mesmo de Casemiro à direita, com Wellington mais plantado à frente da zaga.

Com isso, a articulação ficaria descentralizada e o time teria a possibilidade de triangular pelos flancos. À direita, Piris, Casemiro e Lucas; do lado oposto, Juan, Cícero e Dagoberto. Luís Fabiano pode participar das combinações como pivô e, já na área, concluir ou preparar para os companheiros. Adílson não ficaria mais refém das diagonais de seus atacantes, nem das infiltrações esporádicas de Cícero ou Rivaldo. Com volume de jogo e presença ofensiva, a defesa que também oscila seria menos fustigada.


Com Luís Fabiano, Adilson Batista pode reorganizar a equipe num 4-3-2-1 e descentralizar a articulação, trabalhando pelos flancos em busca do centroavante na área.

Um São Paulo que pode ser forte e rápido, em qualquer estádio. Ou mesmo “Fabuloso”, com o espetáculo que ainda não veio em 2011. É possível.

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